segunda-feira, 28 de junho de 2010

CONTAGEM REGRESSIVA!

Eu ando sumida do blog, mas é que os meus dias não têm sido tão bons. Aquele trabalho de 30 dias que eu ia pegar não rolou e fiquei bem chateada. Era a luz no fim do meu túnel, mas já me conformei e Deus sabe o que faz. Mas muitas vezes eu me pergunto, sabe mesmo?! Enquanto isso continuo aqui, na mesma vida e, claro, com muitas dores, e na contagem regressiva para a cirurgia. Falta menos de 30 dias. ufa! Sonhei tanto com este dia! Como o efeito do Zoladex (o remédio que tomei para induzir a menopausa) está acabando, as dores voltaram. Principalmente a da região lombar, bem próxima a bacia. As dores abdominais e nas pernas também reapareceram. Mas daqui a um mês já estarei operada. Torço para que eu melhore logo. Sei que não é fazer a cirurgia e pronto, estou curada. Sei que a doença é ‘invisível’ e que pode ficar algo lá ainda. Mas tenho Fé de que farei apenas uma cirurgia, continuarei o tratamento e ficarei boa logo. Não vejo a hora. Agora mudando para a parte boa.... quarta-feira passada, meu namorado me levou à fisioterapia. Tinha um horário pela manhã e como era muito cedo, ele me levou e aproveitou para aprender os truques da Dra Laise Veloso. É ele quem faz a fisio em mim. Na verdade, ele viu que a Laise. pega pesado. Explico: quando Marcão faz a fisio em mim e vê as minhas caretas de dor, ele para. A Laise não, muito pelo contrário, ela força um pouco mais. Aí, o Marcão disse que vai ser como ela agora.. rsrsrs É mole! Por falar em Laise, ela não consegue seguir o blog. Ana Paula ajude-a, por favor. Não ando muuuiiiiito bem e tão pouco feliz, por isso, paro por aqui. Um dos motivos da tristeza é que ninguém comenta os posts, não seguem o blog..... snif.... snif.... Beijos carinhosos!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ENFIM, A CIRURGIA!!

Ufa, é com muito alívio e até um pouco emocionada que escrevo este post. Desde ontem, quando voltei do ginecologista da UNIFESP, estava ansiosa para saber qual seria a decisão do médico. Opero, ou não opero? Mas como tinha consulta com o Dr. Hélio Sato, hoje, no ambulatório do Hospital Nipo-Brasileiro, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, a ginecologista que me atendeu disse que o Dr. Hélio conversaria comigo e decidiríamos o que fazer. E finalmente, a cirurgia vai sair. Como sempre, Marcão me levou até lá e vibrou comigo. Ele também sofre com a minha Endometriose. Como pretendo pegar um frila de 30 dias, decidimos marcar para o dia 26de julho. Daí eu tenho tempo de trabalhar (ebaaaaaa), de fazer todos os exames pré-operatórios e passar com o anestesista antes da cirurgia, para saber se está tudo bem. Nossa, saí de lá aliviada e muito feliz. Faz um ano e três meses, desde que recebi o diagnóstico da doença, que espero por esta notícia. Sei que ainda tenho uma longa batalha pela frente, que não é só fazer a cirurgia e pronto, estou curada. E foi exatamente isto que ouvi do Dr. Sato hoje, que preciso continuar o tratamento. Mas pelo menos terei a oportunidade de tentar melhorar a dispareunia. E assim, quem sabe arrumar um trabalho logo. Já estou pirando e desesperada, porque a minha vida parou nestes últimos seis meses. Só estou em função da Endometriose. Porque a minha fisio, toda quarta-feira à tarde, é para melhorar a dispareunia. Por conta disso, quando falo deste tratamento, só levei NÃO até agora dos empregadores. Nem para entrevistas as pessoas me chamam. Eu acho um absurdo! É um preconceito enorme com quem está doente e precisa se tratar. E fora, que perdi a primeira oportunidade que tive de trabalhar em uma tevê aberta. Mas, enfim, o tempo de Deus não é o mesmo do nosso! E paciência e ainda mais perseverança (porque sempre fui uma pessoa com FÉ e perseverante) é o que estou aprendendo a ter. Agora é só aguentar os últimos efeitos da menopausa induzida (eu ando todo dia com dor de cabeça! E o calor é enorme!), e torcer para não tomar mais este remédio!! Ah, e depois da cirurgia e um pouco mais de fisio, pelo menos posso tentar, sem medo, ter relação sexual e melhor, ter vontade de fazer sexo. Porque a Endometriose tira toda a libido sexual da mulher. E com isso, não temos vontade de fazer sexo. Ah, e a minha decisão em operar no hospital Nipo-Brasileiro, e não na UNIFESP, apesar do Dr. Hélio Sato fazer parte da equipe da Escola, foi para não tirar a oportunidade da cirurgia de outras mulheres, que lá se tratam e não tem um convênio médico, como eu. Por hoje é só. Ainda estou na comemoração da cirurgia! Beijos!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ÀS FISIOTERAPEUTAS DA UNIFESP!!

Meu sumiço tem um bom motivo.... fui trabalhar na SPFW. E foi uma pauleira só, que eu já estava sentindo falta. Faz algum tempo que quero escrever este post, mas sempre tinha outro para continuar o assunto e aí fui deixando. Mas, enfim, agora vai. Afinal, elas são muito especiais na minha vida. Elas?? Sim, as fisioterapeutas que me tratam na Unifesp. Nós, leigos, sempre tivemos a ideia errada do que é, de fato, ser fisioterapeuta e quais áreas estes profissionais atuam. Juro, quando fui tratar a  minha endometriose na UNIFESP, a última coisa que eu imaginava é que eu iria fazer fisioterapia. E foi lá, quando descobri ter a dispareunia, que eu conheci o significado da uroginecologia. Só quem está em tratamento lá, sabe o significado destas profissionais em nossas vidas. Para mim, as mãos destas mulheres são muito, mas muito abençoadas. Elas têm um carinho tão grande por nós, pacientes, que é muito fácil se emocionar nas sessões. Eu que o diga! Elas estão presentes em todas as minhas orações e nos meus agradecimentos diários. O pouco que eu melhorei devo a estas mãos preciosas. Para estudar fisioterapia tem de ter o dom. Ainda mais nesta área tão delicada, que é a uroginecologia, e cheia de preconceitos. Mas, mais do que ter o dom, a pessoa tem de ter a capacidade de exercer a profissão e não importa onde seja. E isso não é para qualquer um não, viu gente. Atualmente, muitos fisioterapeutas migram para a área da estética, que também é onde se ganha um pouco mais, e poucos são aqueles que cumprem o juramento que fazem na colação de grau, e vão cuidar do próximo, de pessoas que nem conhecem. Nestes oito meses de fisio, já passei pelas mãos das doutoras Thais Costa, Ana Carolina Casemiro, Ana Paula Bispo, Christine Ploger, Laise Veloso, dentre muitas outras. Mas não importa com quem passamos, todas tratam as pacientes da mesma forma, com muito carinho e amor. Elas merecem toda a minha admiração. Até porque muitas delas vieram de longe, como o caso da Ana Paula, da Bahia, e da Laise, do Piauí. Elas são muito educadas, delicadas e estão sempre dispostas a levantar o nosso astral. Não é fácil ter endometriose. Ainda mais no meu caso, que estou em menopausa induzida, a cada dia estou de um jeito. Mas sempre com as emoções à flor da pele! Quero ressaltar neste post, o quanto vocês são importantes na minha vida. Que Jesus continue abençoando estas mãos tão generosas e tão carinhosas. A todas às fisioterapeutas da UNIFESP, e àquelas ainda passarão por lá, o meu muito obrigada!! Jamais esquecerei o que estão fazendo por mim. Serei grata eternamente a vocês. Beijos com carinho!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

DESABAFO!

Passei aqui para escrever outro post, aliás, um muito especial que penso em escrever desde que criei este blog. Mas nos últimos dias eu ando meio triste. Triste porque não consigo nenhum trabalho frila e muito menos um fixo. Aí eu decidi desabafar... o Brasil é uma palhaçada, para não dizer outra coisa. Os políticos nos roubam e eu, e muitas outras pessoas, que somos cidadãos honestos e pagamos corretamente os nossos impostos, não conseguimos trabalho fixo porque estamos em tratamento médico. Tudo isso porque as empresas não podem nos liberar para ir ao tratamento e depois voltar ao trabalho. Até porque, segundo a minha forte intuição (bem que eu não queria tê-la), diz-me que a minha doença foi um dos motivos da minha demissão do meu último trabalho, em dezembro. Ou foi muita coincidência... mas eu não acredito em coincidência... ser demitida exatamente no dia, ou melhor três horas antes, em que eu fiz a primeira, das quatro sessões extras de fisioterapia, que eu fui submetida em dezembro, antes da UNIFESP fechar para as festas de fim de ano. Eu estava muito debilitada e, realmente, precisava! Se eu morasse na Europa, eu conseguiria trabalhar fixo em alguma empresa e fazer o meu tratamento médico, numa boa. Coisa de primeiro mundo!! Mas no Brasil, que para mim nem terceiro mundo é, é quinto, sexto, até décimo, somos vítimas de preconceito. É só falar que está em tratamento médico, pronto, já acham que somos inválidos. Em abril, uma grande amiga me indicou para duas vagas distintas que surgiu na empresa onde ela trabalha. Aí quando eu disse que estava em tratamento médico, as responsáveis pelas vagas, imediatamente, agradeceram e desligaram o telefone. A desculpa foi que eu precisaria trabalhar mais de cinco dias na semana e, por isso, não poderia me liberar uma hora e meia na quarta-feira, quando tenho a minha fisioterapia. Queira Deus que elas nunca fiquem doentes e não precisam de nenhum tratamento médico. Isso que eu, como jornalista, trabalho com o cérebro e com as mãos.... nada a ver com o meu ligamento do útero-sacro, onde está a endometriose. Mas é muito preconceito. Em um país como o nosso, que tem uma miscigenação tão rica, uma mistura tão maravilhosa de tantas raças, não deveria haver esta palavra tão feia e absurda que é o PRECONCEITO. Pronto, desabafei pelo menos um pouco! Queria falar mais coisas, mas melhor não! Beijos com carinho!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

COM A PALAVRA, A ESPECIALISTA!

A fisioterapeuta Ana Paula dos Santos Bispo, graduada pela Faculdade Adventista da Bahia, em 2007, foi convidada a explicar um pouco mais sobre a dispareunia. Aqui, ela fala os tipos de dispareunia e também as técnicas que utiliza para tratá-las. Há dois anos, Ana deixou sua cidade natal, Feira de Santana, e se mudou temporariamente para São Paulo, com o objetivo de fazer uma pós-graduação na área de uroginecologia. Na UNIFESP - EPM, ela se especialzou em Fisioterapia na Incontinência Urinária Feminina e Reabilitação do Assoalho Pélvico. Ana, que também é instrutora do método de Pilates, explica também o tratamento que eu faço na UNIFESP. Qualquer dúvida é só deixar um comentário, que peço à Ana para responder.

A dispareunia é definida como uma dor genital recorrente ou persistente associada com o intercurso sexual. A dor pode também ser induzida por estímulos em certas desordens não coitais, durante o ato sexual, como na endometriose. A dispareunia pode ser subdividida em dois grupos: a dispareunia superficial, de entrada ou de intróito, e a dispareunia profunda ou de profundidade. Ambas têm diferentes etiologias. A dispareunia de profundidade é muito presente em mulheres com endometriose profunda. Ela ocorre quando os implantes ectópicos podem infiltrar o peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal, alcançando mais de 5 milímetros de profundidade. A dor também pode ocorrer após a relação sexual, denominada dispareunia tardia. Ambas merecem atenção, pois, podem estar relacionadas com a gravidade da doença. Em razão das fortes dores que sentem estas pacientes acabam por sofrer de abstinência sexual. A endometriose pode causar a Dor Pélvica Crônica (DPC) que é uma dor nos segmentos inferiores do abdômen, que ocorre de forma contínua ou intermitente, com duração de pelo menos seis meses. Por conta disso, a dor é forte o suficiente para interferir nas atividades habituais da mulher, e frequentemente, ela intensifica-se no período menstrual ou durante a relação sexual. A DPC pode levar a alterações músculoesqueléticas, devido à postura protetora por tempo prolongado adotada por estas pacientes. Estas posturas são adotadas como forma de alívio para a dor, porém elas causam sobrecarga nas estruturas musculares, ligamentares e articulares da pelve e do quadril, e, como consequência, geram disfunções músculoesqueléticas que acabam por exacerbar o quadro doloroso.

Esta tentativa de ajuste do corpo para aliviar a dor, que leva às alterações no alinhamento da pelve, do quadril e dos membros inferiores, ocasiona danos fisiológicos e, consequentemente, altera a função dos músculos do assoalho pélvico, podendo também causar dor durante a atividade sexual. Dependendo da queixa da paciente, a fisioterapia empregará os recursos, objetivando a normalização da mobilidade da pelve e do tônus dos músculos pélvicos, em especial do assoalho pélvico. Basicamente, os recursos comumente utilizados no tratamento da dispareunia são a cinesioterapia, eletroterapia, biofeedback e massagem perineal. No caso da Carol, utilizamos dois procedimentos: a cinesioterapia e a massagem perineal dos músculos do assoalho pélvico. O primeiro método nada mais é do que a realização de alongamentos da musculatura dos membros superiores e membros inferiores, na tentativa de restaurar a postura correta. Já o segundo processo, que a Carol faz desde outubro, tem como objetivo melhorar o estado de tensão em que se encontra a musculatura da vagina. E tirando a tensão desta musculatura, a paciente volta a ter uma vida sexual ativa e sem dores.

domingo, 6 de junho de 2010

A DISPAREUNIA 2!!

Apesar de estarmos em pleno século 21, o preconceito ainda existe. Por isso, dedico mais um post a respeito da dispareunia. E, quando eu falo do preconceito, digo que ele vem da própria mulher em relação ao tratamento da dispareunia. É neste momento, que agradeço à minha mãe, Reila Salazar, e a minha saudosa avó, Dinah Salazar, que me criaram sem nenhum tipo de preconceito. Na minha última ida ao ambulatório, vi que muitas mulheres têm a dispareunia e não se tratam. Para uma delas, eu falei sobre a fisio, e ela disse não saber o que era, e logo desconversou. Já outra, estava com medo de perder o marido, pois, já era a segunda vez que ela passava por cirurgia e nada de conseguir ter relação sexual. Ela desconfiava que o marido já tinha até uma amante. Isso significa que somente a cirurgia não é suficiente. E, como doença é tida como ‘invisível’, se todo o foco de endometriose não for retirado, ele pode voltar. Para a dispareunia então, o tratamento fisioterápico é fundamental. Eu, que sempre fui a favor da cirurgia, já sabia disso. Como uma das intenções do blog é combater o preconceito, que ainda existe tanto com os doentes quanto ao próprio tratamento, bato mais uma vez na tecla da fisioterapia. Sei que o apoio do companheiro é fundamental. Mas, infelizmente, nem todos estão preparados para enfrentar a doença. Mesmo assim, a mulher tem que se amar independente do apoio do companheiro. Ela tem de se dedicar 100 % ao seu tratamento. Eu tive a sorte de ter um namorado maravilhoso, que mesmo antes de saber que eu estava doente, nunca me cobrou nada. Às vezes, penso que ele já sabia que algo não estava bem. Quando cheguei à UNIFESP, em outubro de 2009, a minha dispareunia era a de profundidade, ou seja, com todos os músculos da vagina tensionados. Já imaginou? Se eu não tivesse passado por isso e, alguém me contasse, eu não iria acreditar. Agora, ela está apenas no intróito, ou seja, na entrada da vagina. Em abril, fiz uma nova ressonância magnética e, pela primeira vez, a endometriose apareceu bem nítida, no ligamento úterossacro. Como o meu retorno ao ginecologista da UNIFESP, que vou uma vez ao mês, iria demorar, eu marquei uma consulta com o Dr. Hélio Sato - da equipe da UNIFESP e foi indicado pelo Dr. Roberto Hiroshi Ieiri -, no consultório do ambulatório do Hospital Nipo-Brasileiro, em Guarulhos, onde ele atende ao meu convênio. Foi aí que Dr. Hélio me explicou como surgiram as primeiras dores da endometriose, na região lombar. Lembro-me muito bem, que as tais dores deram seus primeiros gritos, em 1999. Dr. Hélio pediu para eu retornar daqui a seis semanas. No fim de abril, quando retornei ao ambulatório da UNIFESP, fui atendida pelo Dr. Gil. Pela primeira vez, com o resultado da RM, que mostrou bem a localização da doença, um médico falou sobre a cirurgia. De acordo com o Dr.Gil, a cirurgia aliada à fisioterapia poderia acelerar a minha melhora, inclusive, a dispareunia. A cirurgia deve ser decidida ainda este mês. Dia 16, volto ao ambulatório da UNIFESP, e no dia 17, tenho consulta com o Dr. Hélio. Sempre que der vou falar sobre a dispareunia. Inclusive, a fisioterapeuta Ana Paula Bispo, que faz mestrado na UNIFESP,e que já me atendeu algumas vezes e sempre participa das minhas sessões, vai explicar aqui no blog um pouco mais sobre a dispareunia e meu tratamento. Ana estou esperando o seu e-mail para colocar aqui! Beijos com carinho!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O RETORNO!

Por um ótimo motivo, que revelo depois, eu sumi do blog. Mas, a partir de hoje, retorno intensamente as minhas postagens. Eu não abandonei o blog. Volto firme e forte. Até a minha amiga Caú me mandou e-mail pensando que desisti da minha página. Mas a resposta é não! Vou até o fim, afinal de contas, se Deus colocou em meu caminho, a endometriose e, a UNIFESP, aonde me trato, é porque preciso ajudar muitas mulheres. Ontem foi quarta-feira e, como toda quarta, as 15 hs, é dia de fisio lá fui eu. Mais tarde eu volto para contar sobre a fisio de ontem e também da última semana, onde tive um grande progresso! Mas ainda está um pouco longe de acabar! Beijos carinhosos!