quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA", DOUTOR HÉLIO SATO!!!!

Na segunda parte de “Com a Palavra, o Especialista”, o doutor Hélio Sato esclarece dúvidas de duas leitoras que moram na Cidade Maravilhosa sobre infertilidade. Hoje a coluna está carioquíssima! A Cristina que não obteve sucesso nas duas fertilizações in vitro que fez, pergunta sobre a TEC (transferência de embriões congelados). E a Rachel da Rosa, que também teve insucesso em sua primeira FIV, quer saber sobre o exame que avalia a cavidade interna do útero. Sabemos que a endometriose não é sinônimo de infertilidade, mas sabemos que muitas endo mulheres são impedidas de ter seus filhos naturalmente pela doença, pois infelizmente, no Brasil o diagnóstico da doença é muito tardio. Uma mulher pode levar de 8 a 12 anos para descobrir que tem a doença. E quando descobrem que tem endo, muitas já estão com suas trompas obstruídas e as perdem nas cirurgias. Com isso, não há a possibilidade de gravidez natural.

Aí além de descobrir que tem uma doença séria, a mulher começa a viver outro drama: a infertilidade.  Com isso, vê distante ou quase impossível a realização do sonho da maternidade, já que para a maioria dos casais fazer uma FIV é algo irreal por conta do valor, incompatível com a realidade dos salários da maioria dos trabalhadores brasileiros. Pensando nisso, o A Endometriose e Eu firmou parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva, que oferece tratamento de infertilidade de baixo-custo. O Grupo de Estudos é formado por ginecologistas com pós-graduação (Mestres/Doutores/ Livre docente) na Faculdade de Medicina da USP ou na Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP e especialistas em ginecologia que avaliam cada casal individualmente. A junta médica, assim composta voluntariamente, fornece o melhor tratamento para cada a paciente com menor custo possível, demonstrando transparência nas condutas. Os tratamentos podem ser simples ou utilizando-se da mais alta tecnologia em reprodução assistida existente somente nos melhores centros de reprodução humana do mundo. O instituto oferece ao casal palestras proferidas pelos renomados especialistas da instituição e também por médicos convidados. Afinal, a intenção do blog sempre é ajudar a minimizar o sofrimento de quem já vive a angústia das incertezas que a endo pode causar.

Vamos lutar para um futuro melhor para as futuras gerações de endo mulheres? Entre na campanha "Seja do bem, vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social", vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013! Ajude-nos a ter a doença reconhecida como social pelos nossos governantes! Clique no link: http://bit.ly/18wANh9 dê o seu voto por uma boa causa e compartilhe esta campanha entre seus amigos. Passo a passo da votação aqui A união faz a força e juntas somos mais fortes. Continue preenchendo a Ficha de Inscrição para a Marcha Mundial em prol das mulheres com endometriose, a primeira manifestação em massa que vai reunir mulheres do mundo todo. Até o momento, 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 1014 para mostrar que somos muitas e que precisamos ser respeitadas. O prêmio mais a marcha com certeza farão toda a diferença em nossas vidas. Dúvidas sobre endometriose e infertilidade? Deixe-as aqui com seu nome, sobrenome, a cidade e estado onde mora. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar 

1 - Já fiz FIV e a TEC (transferência de embriões congelados). Engravidei e perdi nas duas tentativas - tenho outros fatores - trombofilia, cross match -, mas tudo tratável para uma próxima tentativa. A TEC foi muito mais tranquila do que a FIV, pois não estava inchada e dolorida. Daí a dúvida: o doutor acha uma boa opção a FIV seguida de congelamento de óvulos para uma posterior transferência tipo um, dois meses depois para diminuir as dores? Cristina – Rio de Janeiro

Doutor Hélio Sato: O congelamento dos óvulos/embriões é uma alternativa utilizada quando no final do tratamento da FIV houver mais embriões que é desejado ou permitido transferir. Bem como, pode ser utilizado em situações na qual contraindique a transferência a fresco como alterações endometriais. Ou seja, o endométrio não cresceu adequadamente com o estímulo hormonal, assim como, quando há risco de SHO (síndrome de hiperestimulo ovariano) sugere-se congelar e depois fazer a transferência.

Quanto ao congelamento, no passado, as taxas de sucesso com embriões frescos eram maiores do que com os congelados. Porém, atualmente, as taxas são muito próximas e dependendo do caso a taxa até é maior com embriões congelados.

Quanto a opção de fazer o congelamento antes da transferência depende de muitos fatores. Por isso, sugiro conversar com o médico que está acompanhando o seu tratamento para esta decisão. Boa sorte!!!

2- Gostaria de saber qual é o exame que mostra se o útero está receptivo ao embrião? Como meu marido tem alteração no espermograma, talvez iremos precisar de outra FIV. Já fiz uma no ano passado e deu negativo e não sei se terei condições financeiras de fazer outra. Ouvi dizer que tem um exame que avalia os dois tipos de células do ambiente uterino. Gostaria de saber mais sobre isso. Rachel da Rosa, Rio de Janeiro – RJ

Doutor Hélio Sato: Diante do resultado negativo de uma FIV, muitas possibilidades são consideradas, desde a má qualidade dos embriões até alterações endometriais. De qualquer modo, na minha opinião sempre convém a avaliação endometrial por meio da histeroscopia (exame que observa a cavidade uterina) e permite o diagnóstico de pólipos, miomas e endometrite (infecção do endométrio), que pode ser melhor avaliado por meio da biópsia de endométrio e que também avalia a preparação do endométrio para a recepção embrionária.

Quanto ao espermograma, se de fato estiver muito alterado é melhor partir para outra FIV, pois, não convém tentar naturalmente com o espermograma alterado, dado que ao não ocorrer a gravidez a menstruação poderá reativar a endometriose. Boa sorte!! 


Sobre o doutor Hélio Sato:

Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose e em laparoscopia. Ele tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo. É pesquisador principal de projeto regular da FAPESP.


Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é membro associado da clinica GERA de reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato).


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

ENTRE NA CAMPANHA "SEJA DO BEM, VOTE PELO RECONHECIMENTO DA ENDO COMO DOENÇA SOCIAL", VOTE NO "A ENDOMETRIOSE E EU" NO TOPBLOG BRASIL 2013!!

Para espalhar a conscientização da endometriose, o Endometriose e Eu em parceria com a marca Santa Graça STG criaram modelos exclusivos de camisetas amarelas com a fita de conscientização da doença. A linha de batas e camisetas abaixo foi idealizada para o I Brasil na Conscientização da Endometriose, realizado em março de 2012, o primeiro evento de conscientização anual da doença já realizado no país. Minha inspiração foi a parceria Hering com o Câncer de Mama. Quem nunca quis ter uma blusa que luta contra o câncer de mama? Para realizar este sonho procurei parceria com uma marca que faz tudo manual, inclusive, as estampas. Sempre busquei algo diferente dos outros. Nunca gostei da mesmice. Sempre fui diferente, sempre me vesti diferente, sempre tive o "meu estilo". E como jornalista sempre procuro algo diferente. Porque tudo que é exclusivo, é especial, é único, é diferente. A intenção da linha de camisetas é espalhar a conscientização da doença que atinge mais de 10 milhões de brasileiras e 176 milhões no mundo todo e deixar a mulher fashion, linda. E quem sabe um dia essas peças não se tornem peças-desejos como as do câncer. Afinal, o que tem de mulher com endometriose... É feita com a melhor matéria-prima do mercado, e essa não vai virar pano de chão... Eu ando chocada, sabe. Muitas mulheres, muitas mulheres próximas a mim estão descobrindo ser portadora da doença. Para criar os modelos pensei em algo universal que pode ser usado em qualquer lugar do mundo. Afinal, somos todas endoirmãs e estamos unidas numa única causa, e para a endometriose atingir uma mulher, não há fronteiras, não há raça, nem credo, nem nada, basta ser mulher. Para o mês e lançamento da nossa loja virtual, frete com 40% de desconto no frete. É proibida a reprodução bem como a cópia de qualquer modelo que tem os direitos autorais pertencentes à Caroline Salazar. Parte da renda será destinada à criação de novos eventos. Quem quiser adquirir a sua blusa de Conscientização da Endometriose, entre em contato: endoshop7@gmail.com 


Entre para a nossa campanha: "Seja do bem vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social”. Vote no A Endometriose e Eu, no prêmio TopBlog Brasil 2013. Neste ano, cada pessoa tem duas chances de voto. É um voto por e-mail e outro com o facebook. Se você tiver email e facebook, vote com os dois, pois assim teremos mais chances. Clique no link (http://bit.ly/18wANh9) e dê o seu voto. A primeira opção é o voto por e-mail, onde no primeiro espaço você vai colocar seu nome e sobrenome e, no segundo, seu e-mail. Você clica na seta votar, que está à direita na cor laranja. É necessário validar seu voto em seu próprio e-mail, que você vai receber do prêmio TopBlog Brasil. Basta clicar no link que estará em seu email, e pronto, seu voto foi validado com sucesso! Na sequência aparece o F, em azul, do facebook. Clica na seta laranja, faça seu login e pronto. Voto validado com sucesso! Conto com a ajuda de todos vocês em votar e, em especial, em compartilhar meu pedido entre seus amigos. Afinal, como eu sempre disse: "a união faz a força e juntos somos mais fortes". O primeiro turno vai até o dia 9 de novembro. Beijo carinhoso!! 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A HISTÓRIA DA LEITORA PATRÍCIA ALVES E SUA ENDOMETRIOSE INTESTINAL!!

O A Endometriose e Eu conta mais uma história surpreendente da nossa endoirmã Patrícia Alves, de São Paulo.  Infelizmente, a endometriose pode ser uma doença muito perigosa e traiçoeira quando não é levada a sério. Levada a sério por médicos e também por quem descobre que tem a doença. Nós já contamos aqui algumas histórias de descaso de médicos que pensam que a doença não é nada, muitos falam: "quando você engravidar vai precisar de ajuda"ou "engravida que melhora". Huum, doce ilusão. A história mais devastadora contada no blog foi a da catarinense Sabrina Petermann, que precisou retirar parte de alguns órgãos, dentre eles, a bexiga, um dos ovários, um ureter, e ainda fazer uma plástica na vagina, por causa da proporção que a doença tomou, pelo simples fato de que não houve atenção dos profissionais quando foi diagnosticada. Já contamos também historias das minhas queridas Cristiane Coelho e da Juliana Sinelli, onde ambas tiveram de retirar parte de seus intestino. Meu raciocínio é simples e não precisa queimar muito o cérebro. Pensa comigo. 

Se o diagnóstico da endometriose é extremamente tardio no Brasil (o meu demorou 18 anos), mas geralmente uma mulher demora de 8 a 12 anos para descobrir a doença, porque os médicos, a sociedade, os políticos e todas as outras pessoas não levam a doença a sério? Se em muitos casos (não em todos viu gente!) é preciso retirar parte de órgãos, por que não levam a doença e suas portadoras a sério? Eu não entendo. Não é só o câncer que pode deixar uma pessoa sem os órgãos, mas tantas outras doenças podem ter o mesmo efeito devastador no corpo do ser humano. E a endo é uma delas. No caso da Patrícia, por um triz ela não perde seu intestino delgado. Ela precisou usar a bolsa coletora de fezes durante 6 meses. Agora imagina só a barra que ela passou, mas graças a Deus ela tem muita fé e deu a volta por cima. E detalhe: as fezes do intestino delgado são semi-líquidas, e as do intestino grosso mais parecidas com as fezes que conhecemos. 

Vamos lutar para um futuro melhor para as futuras gerações de endo mulheres? Entre na campanha "Seja do bem, vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social", vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013! Ajude-nos a ter a doença reconhecida como social pelos nossos governantes! Clique no link: http://bit.ly/18wANh9 dê o seu voto por uma boa causa e compartilhe esta campanha entre seus amigos. Passo a passo da votação aqui A união faz a força e juntas somos mais fortes. Continue preenchendo a Ficha de Inscrição para a Marcha Mundial em prol das mulheres com endometriose, a primeira manifestação em massa que vai reunir mulheres do mundo todo. Até o momento, 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 1014 para mostrar que somos muitas e que precisamos ser respeitadas. O prêmio mais a marcha com certeza farão toda a diferença em nossas vidas. Quer ter sua história contada no blo pioneiro em retratar a vida de uma endo mulher? Escreva para carolinesalazar7@gmail.com e coloque o título "história da leitora". Beijo carinhoso!!  Caroline Salazar 

“Sou a Patricia Alves, tenho 32 anos e moro em São Paulo, capital. Aos 26 ouvi pela primeira vez que era portadora de endometriose, mas confesso que nunca tinha escutado falar dessa doença. Cheguei aos prantos em casa ao ouvir que seria infértil. Muitos anos de diagnóstico errado, remédios errados, e a doença só se agravando dentro de mim. Em 2007 me submeti à primeira videolaparoscopia e estava radiante por imaginar que essa cirurgia me livraria das dores. Porém, quando já estava internada, o médico me disse que se deparou com focos no intestino e ele não pôde mexer. Ou seja, fiz a cirurgia e as dores não melhoraram em nada. Com o passar dos meses, elas foram piorando, se intensificando. Em nenhum momento me disseram que eu precisava buscar um especialista em intestino. Tomei Zoladex e nada!

Em 2012 uma amiga que conhecia meu sofrimento, me indicou um médico particular. Mas eu estava tão desiludida que não me animei e deixei para lá... Pensava: ninguém resolveu até hoje e ainda vou gastar com consulta... Mas graças à insistência de minha amiga, e graças a Deus, ela insistiu, marquei a consulta. O médico maravilhoso, atencioso demais, entendido demais, após os exames disse que eu estava com endometriose profunda no intestino e precisava operar com urgência, pois meu intestino estava muito comprometido, correndo risco de ser perfurado, tamanha era a inflamação. Dois cirurgiões eram necessários, pois ele é ginecologista e o problema mais grave estava no intestino. Consegui a internação pelo convênio e paguei os médicos e equipe, meu pai me ajudou financeiramente.

Tive 16 cm do intestino delgado retirado, devido endometriose localizada no final do reto, quase no ânus. Precisei usar ileostomia por 6 meses (nota da editora: bolsa coletora de fezes quando a função do intestino delgado é desviada pelo abdômen, quando é o intestino grosso, esse procedimento se chama colostomia). Segundo o proctologista, usei a bolsa coletora para que houvesse uma melhor cicatrização da ligação do intestino. Mas confesso que foi uma fase MUITO DIFÍCIL para mim, pois lidar com essa situação não fácil. É preciso ter muita fé, como vocês dizem tanto aqui no blog....e eu tenho muita, muita fé.

Já estive em consulta para começar a tentar a engravidar, meu grande desejo, mas já me sinto muito feliz, realizada e aliviada por menstruar sem dor, ter relações  com meu marido sem dores e ter atenção e preocupação por parte dos meus médicos. Graças a eles, meus focos foram todos retirados. E não foram poucos. O mais triste é que para ter acesso a bons e capacitados médicos, custa caro e sei que isso não é possível para muitas portadoras da doença, que é desconhecida por muitos médicos, inclusive, dos de convênios como foi comigo.

O SUS precisa ser mais eficaz e atencioso com isso, pois a demora no diagnóstico só agrava a doença tornando possível um diagnostico irreversível, como retirada de órgãos, que se feito no tempo certo e necessário, é evitado. Triste realidade do nosso país. Amei o blog e quis contribuir com minha história para ajudar e alertar muitas endo mulheres. Beijo com carinho! Patrícia Alves”

domingo, 22 de setembro de 2013

"A VIDA DE UM ENDO MARIDO": A VIDA SEXUAL DE UM ENDO CASAL!!




imagem cedida por Free Digital Photos

Hoje, "A Vida de um Endo Marido" é muito especial. Não só porque começa hoje a Primavera no Brasil, mas porque o texto foi escrito pelo Paulo, um endo marido brasileiro, mais precisamente um roraimense que mora na Bahia, esposo de uma endo guerreira maravilhosa, a Ane. Quando conheci este casal fantástico no início do mês, papo vai, papo vem e lá vem o tema na mesa: a relação sexual com uma endo mulher. Achei incrível o modo de como eles, principalmente, ele fala sobre o assunto. Sei muito bem que não é fácil, mas há tantas maneiras de amar e de ter uma relação sexual. A penetração é apenas uma dessas formas. Eu acredito no amor, pois só o amor salva. Quando se tem amor, companheirismo, a relação sexual pode ser reinventada e eu acredito que existe várias formas de amar. Tenho certeza que esse texto irá ajudar muitos maridos de portadoras de endometriose e até mesmo de outras doenças que de uma forma ou de outra, possam estar incapacitadas de ter relação sexual da forma mais convencional. É preciso lembar que muitas endo mulheres após uma relação sexual não tem dores apenas durante o ato, mas depois. Sei de muitas que ficam dias na cama, outras têm febre, além, claro, das fortes dores abdominais, na pelve e no corpo todo. 

Entre na campanha "Seja do bem, vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social", vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013! Ajude-nos a ter a doença reconhecida como social pelos nossos governantes! Clique no link: http://bit.ly/18wANh9 dê o seu voto por uma boa causa e compartilhe esta campanha entre seus amigos. Passo a passo da votação aqui A união faz a força e juntas somos mais fortes. Continue preenchendo a Ficha de Inscrição para a Marcha Mundial em prol das mulheres com endometriose, a primeira manifestação em massa que vai reunir mulheres do mundo todo. Até o momento, 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 1014 para mostrar que somos muitas e que precisamos ser respeitadas. O prêmio mais a marcha com certeza farão toda a diferença em nossas vidas. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar 

OBS: A demanda de trabalho está grande, tanto no blog, quanto no meu trabalho. Peço a todas que me escrevem paciência, pois como o blog é meu trabalho social e eu não vivo para o blog. Tenho trabalhado 20 horas por dia, e dormindo apenas 4 horas. Gostaria de pedir para não replicarem os emails. Sei bem que a maioria está desesperada para uma solução, mas sou uma só, além das postagens do blog, tem a marcha.... estou respondendo um a um e espero que você que escreveu aguarde sua resposta que vai chegar. Obrigada!


Minha Escolhida

Por Paulo S.
Edição: Caroline Salazar

Olá, meu nome é Paulo, sou endo marido desde 2009. Moro atualmente na Bahia, na cidade de Camaçari. Minha esposa Ane está em São Paulo fazendo o tratamento para endometriose e aguardando a cirurgia.

Quando conheci Ane, eu a escolhi para amar. A partir daí, coloquei no meu coração que deveria amá-la sempre, independente das circunstâncias. Se, nós homens não colocarmos em primeiro lugar esse princípio, dificilmente suportaria ser um endo marido, e sem se esquecer do voto que fizemos no altar, diante de Deus, que sempre ficaríamos juntos na saúde ou na doença.

Estou aqui para falar de um dos problemas que afetam os casais que enfrentam a endometriose, o problema da frequência da relação sexual. Como a endometriose, causa dor na região pélvica, logo a mulher fica muito indisposta para praticar a relação, então, a frequência do ato sexual diminui consideravelmente.

Escrevendo este artigo, lembrei-me de um amigo que esta acompanhando nossa luta, e ele foi muito sincero ao dizer que “se fosse com ele já tinha largado a mulher!” Muitos de nós homens colocamos em primeiro lugar a ato sexual no casamento, e isso gera problema sério nos casais que estão passando pela endometriose. Lendo o blog, vi testemunhos de mulheres que foram abandonadas pelos namorados e maridos, e um dos motivos é justamente por conta da baixa frequência da relação sexual.  Eu acho isso uma pena, porque entendo que o ato sexual é importante no relacionamento, mas não é fundamental, não é a base de nenhuma relação, porque acredito que não começamos um relacionamento pelo sexo (isso é ilusão hollywoodiana).

No meu caso, quando descobrimos que a endometriose de minha esposa estava grave e seus sintomas ficavam cada mais fortes, sempre antes do período menstrual, durante e depois, ou seja, quase 15 dias em um total de 30, ela sente muitas dores. E neste período é impossível termos relação. E isso acontece todos os meses.

Confesso que no começo não foi fácil aceitar essa situação, porque parece que no homem essa necessidade de satisfazer esse desejo do ato sexual é muito forte. Mas conversando com minha esposa, ela também afirmou que estava sofrendo com essa situação, justamente por ela não me satisfazer sexualmente, mas também porque ela tinha esse desejo da mesma forma. Sim, mas mulheres também têm desejo de ter uma relação sexual com seu parceiro. E não só o homem. Outro motivo que faz minha esposa sofrer é o fato de querer chegar ao orgasmo e não conseguir por causa da dor, da falta de libido e dos remédios que toma.

E, se eu não tivesse colocado o princípio de que eu escolhi amar minha esposa em qualquer situação, eu não sei o que seria do nosso casamento. Gracas a Deus, não foi eu que coloquei esse princípio, mas foi Deus, foi ele que nos uniu, e nada, e ninguém vai nos separar.

Diante disso, buscamos minimizar o problema, pois a grande questão era a relação sexual com penetração que causava muita dor nela. Então, diminuímos a frequência da relação, e quando é com penetração fazemos com cuidado para não causar dor e, de vez quando, fazemos o ato sexual manualmente satisfazendo um ao outro, pois acredito que não somente eu tenho que sentir prazer, mas ela também.

Portanto, gostaria de finalizar dizendo mais uma vez, que o princípio é o amor, é ele que une os casais e não o sexo. E espero que com este texto, outros endo maridos encontrem força para lutar pelo seu casamento e vencer a endometriose. Não deixem que essa doença acabe com seu casamento. E como diz a Bíblia: “Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor.” (I Coríntios 13,13).

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

DAVID REDWINE: REDEFININDO A ENDOMETRIOSE NA ERA MODERNA - PARTE 3!

Na terceira e última parte de "Redefinindo a endometriose na era moderna", (parte 1) e (parte 2) o doutor David Redwine aborda o diagnóstico e os tratamentos medicamentosos e o cirúrgico. No texto, ele reafirma a importância de realizar a laparoscopia com um cirurgião que conheça os vários aspectos, os variados tipos de focos de endometriose, para que a excisão seja completa. Ele aponta como fazer o diagnóstico correto da endometriose e discorre também sobre os tratamentos medicamentosos e cirúrgicos. O doutor Redwine também alerta sobre o futuro. Gostei muito desta frase dele, que fecha o texto e vou colocá-la aqui entre aspas. A meu ver, o ser humano precisa parar de sere egoísta, não adianta falar que sabe tratar, se não é especialista. Além do mais existem alguns tipos de endo, como a dos nervos pélvicos, por exemplo, que o médico além de ser especialista na doença, precisa ser especialista neste tipo de endometriose. "Seria possível dar melhor qualidade de vida a mais mulheres se a excisão completa fosse adotada por mais médicos, com os casos mais complexos a serem enviados rapidamente para os melhores especialistas em cirurgia de endometriose em centros de excelência espalhados pelo mundo".

Entre na campanha "Seja do bem, vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social", vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013! Ajude-nos a ter a doença reconhecida como social pelos nossos governantes! Clique no link: http://bit.ly/18wANh9 dê o seu voto por uma boa causa e compartilhe esta campanha entre seus amigos. Passo a passo da votação aqui A união faz a força e juntas somos mais fortes. Continue preenchendo a Ficha de Inscrição para a Marcha Mundial em prol das mulheres com endometriose, a primeira manifestação em massa que vai reunir mulheres do mundo todo. Até o momento, 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 1014 para mostrar que somos muitas e que precisamos ser respeitadas. O prêmio mais a marcha com certeza farão toda a diferença em nossas vidas. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

Por doutor David Redwine
Tradução: Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar

Diagnóstico:

Sendo a endometriose a principal causa de dor abdominal na mulher nos seus anos mais produtivos, a doença deveria estar sempre em primeiro lugar numa lista de diagnóstico diferencial. Na maior parte das pacientes, é possível presumir um diagnóstico de endometriose com base no histórico típico de dor, combinado com um exame pélvico. Exames de imagens geralmente dão resultados negativos porque a maioria das pacientes não possui cistos nos ovários ou alterações importantes no intestino.

Resultados negativos dos exames realizados, quando na presença de sintomas significativos não dispensam a necessidade de uma avaliação cirúrgica. Quando os exames de imagens dão positivos, geralmente a paciente já exibiu sinais flagrantes no exame pélvico, tais como tecidos macios e nódulos na parte posterior da pelve, ou aumento dos ovários. Em pacientes obesas ou com cólicas uterinas, os exames imagiológicos podem confirmar as evidências encontradas no exame pélvico, ou sugerir uma patologia uterina não-endometriótica que não responderá a uma cirurgia para endometriose.

Dada a quantidade de órgãos diferentes que podem estar envolvidos na presença da endometriose, as intervenções cirúrgicas devem ser preparadas com capacidade para tratar a pelve, intestinos, bexiga, diafragma ou útero, independentemente dos resultados dos exames imagiológicos. Por esta razão, nem todos os cirurgiões recebem quaisquer relatórios pre-operativos da imagiologia.

A cirurgia é o diagnóstico mais assertivo para a endometriose, mas o cirurgião deverá estar familiarizado com todas as manifestações possíveis de endometriose, desde as mais subtis até às mais extremas (Figuras 3 a 7).



Figura 3:

Uma endometriose sutil numa adolescente pode ser virtualmente incolor.  Aqui são encontradas no ligamento principal esquerdo, pápulas claras e manchas esbranquiçadas, com uma glândula endométrica (seta) visível abaixo da superfície peritoneal.
Figura 4:

Com o passar do tempo, as lesões glandulares incolores (seta), podem segregar uma substância parácrina que irá desestabilizar os capilares adjacentes, resultando em hemorragias. Podem ocorrer fibroses débeis do peritônio, ocultando parcialmente vasos que se encontrem por baixo deste. A angiogênese na fase inicial é visível próximo do centro da área hemorrágica, que resulta da secreção do fator de crescimento vascular epitelial.
Figura 5:






Figura 6:

Esta imagem mostra o peritônio da bexiga na metade superior, e o fundo uterino na metade inferior. Em pacientes mais velhas, as manchas negras semelhantes a queimaduras de pólvora, são mais pronunciadas. Estas significam mais tecidos cicatrizantes e retenção de sangue na superfície peritoneal.

Figura 7:

 Nesta paciente os ovários estão aumentados e com aderências à parte posterior do útero. O fundo de sacro está escondido por baixo e completamente obliterado. Muitos cirurgiões interpretariam este cenário cirúrgico como endometriose no ovário apenas, associada a aderências, em vez da interpretação correta de que está perante uma doença invasiva do soalho pélvico e do reto. Estas descobertas adicionais só se tornam evidentes com dissecações subsequentes.



Tratamento medicamentoso dos sintomas:

As observações históricas de que a gravidez confere protecção contra a endometriose e que a doença raramente seria sintomática após a menopausa levou ao desenvolvimento de medicamentos que replicassem estes supostos estados hormonais benéficos. Como tal, a pílula anticoncepcional ou terapia por progesterona iludem o corpo num falso estado de gravidez, enquanto que o danazol e uma hormônio que liberta gonadotrofina –(GnRH) - fazem o mesmo, mas para um falso estado de menopausa.

Quando se desenvolveram estas drogas, havia a firme convicção de que a endometriose poderia ser fisicamente eliminada e curada ao induzir estados hormonais que ocorrem naturalmente, e que se supunha curassem a doença. Como ninguém tinha realizado os simples, mas necessários estudos que comprovassem que a gravidez ou a menopausa pudessem curar a endometriose, estas esperanças eram infundadas e baseadas na observação da resposta aos sintomas, em vez da resposta da doença. Um erro epidemológico básico. O único indício sobre a terapia medicamentosa é a redução temporária dos sintomas. Como a terapia medicamentosa não tem mostrado a capacidade de melhorar a fertilidade é contraindicada para o tratamento da infertilidade associada à endometriose.

O tratamento inicial dos sintomas inclui a administração de analgésicos e pílula anticoncepcional. Quando o diagnóstico da endometriose surge por suspeita ou confirmação cirurgica, inicia-se a administração de medicamentos mais específicos. Estes incluem gonadropin, danazol ou gestriona. Muitas pacientes que não respondiam a uma primeira tentativa com estes medicamentos são sujeitas a repetidas tentativas idênticas, o que obviamente não faz sentido: se uma terapia não funcionou na primeira ou segunda vez, porque seguir para uma terceira ou quarta tentativas?

As empresas farmacêuticas perceberam que a maioria dos ginecologistas faz um mau trabalho quando tenta tratar a endometriose por cirurgia, e promoveram a terapia medicamentosa como um tratamento preferencial para os clínicos que não são cirurgiões experientes. Como tal, a terapia medicamentosa é a imagem de marca de todos aqueles que não são peritos a tratar a endometriose.

Tratamento cirúrgico dos sintomas:

Como os medicamentos tratam apenas sintomas, a cirurgia acaba por ser o único tratamento para a endometriose. A questão é então: que forma de cirurgia irá erradicar a endometriose de forma mais completa do corpo? Dada a natureza invasiva da doença, todos os peritos concordam em que a excisão é o tratamento preferencial para a endometriose. Assim, a excisão é a única forma de tratamento que foi devidamente documentada como sendo capaz de curar a endomentriose à medida que se vão descobrindo novos focos e realizando repetidas cirurgias.

Embora sejam frequentemente utilizadas a ablasão térmica (excisão por vaporização a laser) e a electrocoagulação, geralmente estes métodos não queimam o tecido em profundidade suficiente para destruir os focos na totalidade (Figuras 8 e 9), e compreensivelmente, os cirurgiões hesitarão em queimar focos sobre  estruturas vitais que tenham sido invadidas pela doença. Nenhum destes tratamentos por ablasão está documentado sobre a sua eficácia avaliada através de inúmeras repetições do procedimento, e a electrocoagulação não foi ainda descrita em detalhe suficiente para que possa ser utilizada racionalmente em mulheres.

Figura 8:
Essas glândulas individuais de endometriose superficial no ligamento largo esquerdo não foram destruídas por vaporização, embora aderências muito finas foram deixadas pelo tratamento seguinte. Imagem microscópica na figura 9.
Figura 9:






 Uma glândula de endometriose (asterisco) encontra-se logo abaixo do peritôneo da paciente mostrada na figura 8. As aderências finas (semelhantes a película) podem ser induzidas pela cirurgia a laser.

Foram desenvolvidas técnicas de excisão da endometriose que podem tratar qualquer forma da doença em qualquer local do corpo, tipicamente por laparoscopia (Figuras 10 e 11).

O cancro ginecológico tem uma incidência muito menor do que a endometriose, e a cirurgia para endometriose em estado avançado é universalmente reconhecida como sendo a mais difícil dos procedimentos em ginecologia. 

Figura 10:

Endometriose biologicamente ativa no ligamento largo esquerdo é associada com cicatrizes amareladas espessas e sangue retroperitoneal aprisionado. O ureter encontra-se por baixo da lesão.
Figura 11:

Excisão laparoscópica agressiva da lesão mostrada na figura 10 requerendo ureterolisis. O ureter esquerdo (seta) estava envolvido por fibrose ligeira estendendo do nódulo peritoneal fibrótico dentro do circulo.

Figura 12:


O alívio de sintomas causados pela endometriose é previsível e possui uma taxa de sucesso na sequência da excisão agressiva da endometriose. Sintomas causados por outros problemas de foro ginecológico não sofrerão alterações pela excisão da endometriose, e uma histerectomia poderá ser indicada como tratamento em pacientes com patologias uterinas.


Figura 13:

O fundo uterino posterior (o úterossacro) exibe vários pontos hemorrágicos escuros representando adenomiose ou endometriose, com neovascularidade adjacente. A excisão da endometriose não vai tratar os sintomas causados por essas descobertas. O fundo de sacro está completamente destruído, mas a parede retal está plana, indicando que existe pouco ou nenhum envolvimento retal pela endometriose. O ovário esquerdo está cístico e escondido por baixo das dobras peritoniais que estão aderidas ao ligamento úterossacro esquerdo. São visíveis lesões de endometriose com fibroses ligeiras no ligamento largo direito.


É comum efetuar tratamentos cirúrgicos da endometriose com a remoção de mais órgãos, tais como o útero, trompas e ovários. A esperança é que a endometriose venha a regredir na ausência de estrogênio. Como a endometriose ocorre principalmente nas superfícies peritoneais, longe dos órgãos pélvicos femininos, esta técnica deixará traços da doença para trás na maioria das pacientes. Entre 10% a 20% das mulheres continuarão a exibir sintomas por esse motivo. Isto pode ser explicado em parte pelo fato de que muitas das lesões de endometriose possuem uma enzima (aromatase), que é capaz de converter a androstenediona em estrogênio. Assim, mesmo na ausência de estrogênio endógeno ou estrogênio, a endometriose poderá continuar produzir o seu próprio estrogênio e continuar sintomática.

O futuro:

A pesquisa que está a ser conduzida para novos tratamentos medicamentosos contra a enzima aromatase ou contra a angiogênese que acompanha o desenvolvimento de algumas (mas não todas) lesões da endometriose. Porque a origem da endometriose está ligada a fatores embrionários e genéticos, a verdadeira prevenção da doença irá provavelmente passar por uma terapia genética.

Embora ainda seja necessário aprender muito sobre a endometriose, é evidente que pelo mundo inteiro a maioria das mulheres que sofrem desta doença não recebem o tratamento mais eficaz disponível pela ciência médica, que é a excisão completa.

Seria possível dar melhor qualidade de vida a mais mulheres se a excisão completa fosse adotada por mais médicos, com os casos mais complexos a serem enviados rapidamente para os melhores especialistas em cirurgia de endometriose em centros de excelência espalhados pelo mundo.

Dr. David B. Redwine

Responsável pelo programa de tratamento
para a endometriose no  St. Charles Medical Center
Bend, Oregon
USA

terça-feira, 17 de setembro de 2013

"SAÚDE & BEM-ESTAR": OS BENEFÍCIOS DO PILATES PARA O ASSOALHO PÉLVICO!!

imagem cedida por Free Digital Photos

Hoje iniciamos uma nova seção no blog, a “Saúde & Bem-estar”. Depois de viver 21 anos com as dores incapacitantes, eu vivo um grande milagre e digo: “É possível sim voltar a ter qualidade de vida mesmo tendo endometriose, mesmo aquela que nunca teve antes”. Por isso, o acompanhamento médico adequado, realizado por quem sabe tratar não só a doença, mas a mulher que tem a doença, é fundamental. Para ajudar às endomulheres a terem qualidade de vida, convidei o fisioterapeuta Sergio Sureira para escrever no blog. Em seu primeiro artigo, ele os benefícios do método pilates para o assoalho pélvico. Eu que tive a dispareunia de profundidade sei bem o que é ter essa parte tão importante do nosso corpo debilitada. E é justamente por lutar por mais qualidade de vida para as endomulheres que o A Endometriose e Eu fechou parceria com a Reativittá - Conceito em Saúde, onde as leitoras do blog terão 20% de desconto na fisioterapia uroginecológica. Esse era um grande sonho meu, já que eu mesma tive dificuldades em não poder arcar com este tratamento particular, que o Sergio e sua sócia, a Cristiane, tornaram realidade no último mês. Eu pratico Pilates e RPG há quase seis meses e já posso dizer que sou outra pessoa.  E meus músculos também! Aos poucos vamos falar dos benefícios desses métodos aqui.

Entre na campanha "Seja do bem, vote pelo reconhecimento da endometriose como doença social", vote no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013! Ajude-nos a ter a doença reconhecida como social pelos nossos governantes! Clique no link: http://bit.ly/18wANh9 dê o seu voto por uma boa causa e compartilhe esta campanha entre seus amigos. Passo a passo da votação aqui A união faz a força e juntas somos mais fortes. Continue preenchendo a Ficha de Inscrição para a Marcha Mundial em prol das mulheres com endometriose, a primeira manifestação em massa que vai reunir mulheres do mundo todo. Até o momento, 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 1014 para mostrar que somos muitas e que precisamos ser respeitadas. O prêmio mais a marcha com certeza farão toda a diferença em nossas vidas. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

Os benefícios do Pilates para o assoalho pélvico

Por Sergio Sureira Neto
Edição: Caroline Salazar

O assoalho pélvico, como é conhecido o diafragma pélvico, é formado pelos músculos levantadores do ânus e coccígeo (nota da editora: é um músculo da pelve). Ele se estende entre o púbis anterior e o cóccix posterior e de uma parede lateral da pelve até a outra.

Os músculos do assoalho pélvico têm importantes funções, contraem-se para manter a continência urinaria e fecal e relaxam-se permitindo o esvaziamento intestinal e vesical, evitando assim o deslocamento dos órgãos pélvicos. Eles participam também da responsividade sexual feminina normal, sendo extremamente distendidos para permitir o parto. Porém, devem-se contrair novamente durante o pós-parto para permitir a continuidade das suas diversas funções.

Uma importante função do assoalho pélvico é a sustentação dos órgãos pélvicos, pois quando se encontram enfraquecidos pode ocorrer o pró-lapso genital, que é um distúrbio bastante comum na mulher, podendo vir associado ou não à incontinência urinária, sensação de peso pélvico e dor. O fortalecimento perineal não objetiva uma reconstituição anatômica, a qual só pode ser obtida por uma intervenção cirúrgica. Mas em pró-lapsos leves ou moderados o fortalecimento do assoalho pélvico atinge uma melhora da tolerância funcional, com eliminação ou diminuição da incontinência e das sensações de peso a ela associadas.

Uma das opções de tratamento é o treinamento funcional do assoalho pélvico, que consiste em contrações específicas dos músculos que o compõem e tem como benefícios a melhora da percepção e consciência corporal da região pélvica, o aumento da sua vascularização, tonicidade e força muscular. Com estes exercícios perineais podem-se prevenir e tratar diversos problemas que surgem com o enfraquecimento dos músculos pubococccígeos (nota da editora: conhecido como P.C., é o músculo que forma a cavidade pélvica, que dá suporte aos órgãos desta região, e que vai do osso púbico até o cóccix).

Em conjunto e/ou associado à fisioterapia uroginecológica, o método Pilates se constitui de uma boa uma alternativa para a prevenção e tratamento destas alterações, pois se trata de um programa de treinamento físico e mental que considera o corpo e a mente como uma unidade, e dedica-se a explorar o potencial de mudança do corpo humano. Atualmente o método Pilates vem sendo assunto de diferentes estudos, que buscam comprovar os benefícios relatados por praticantes do método, pois auxilia também no combate ao sedentarismo.

Desenvolvido pelo alemão Joseph Hubertus Pilates no inicio da década de 1920, Pilates descreveu seu método com base em um conceito denominado contrologia, ou seja, o controle consciente de todos os movimentos musculares do corpo. Com os exercícios de contrologia a pessoa desenvolve o corpo uniformemente, corrige posturas erradas, restaura a vitalidade física, revigora a mente e eleva o espírito.

O Pilates é um método de condicionamento físico, terapêutico, preventivo e orientado, já que muitos movimentos foram desenvolvidos para ajudar pessoas que se recuperavam de algum problema de saúde, como no caso do próprio criador do método, que sofria de raquitismo, asma e febre reumática. Porém, tais movimentos podem ser intensificados de acordo com cada paciente para desafiar atletas experientes.

O primeiro pilar do método é alcançar um melhor funcionamento do corpo baseando-se no fortalecimento do centro de força, expressão que denomina a circunferência do tronco inferior, estrutura que suporta o resto do corpo. O centro de força – power house,  é definido como um cinturão anterior e posterior que se estende desde a base das costelas até a região inferior da pelve, ou seja, é uma contração muscular que deve ser mantida durante cada movimento dos exercícios.

Os limites do power house atingem a pelve fazendo com que o assoalho pélvico também participe dessa contração muscular, pois durante o trabalho expiratório, essa região deve ser solicitada e contraída voluntariamente junto com a imagem do umbigo colada a coluna lombar, associando a mesma à cada exercício.

Portanto, o Pilates poderá ser utilizado para a realização do fortalecimento da musculatura perineal e lombar, como forma de prevenção e tratamento para o aparecimento das disfunções pélvica-lombares e suas dores.

Sobre Sérgio Sureira Neto:

O fisioterapeuta Sergio Sureira Neto, formado pela Universidade Cidade de São Paulo, com Pós-Graduação em Fisioterapia Músculo-esquelética e especialização em Pilates Clínico, Pilates Studio, Treinamento Funcional e Gestante. É sócio-proprietário e diretor técnico da Reativittá - Conceito em Saúde.