segunda-feira, 30 de abril de 2012

MINHA CONSULTA COM O GINECO-NEURO, NA UNIFESP!!

No último dia 19 de abril passei em consulta com o dr. Nucélio Lemos, uroginecologista especializado em neurodisfunção pélvica, que atende na Unifesp, para verificar se a minha endo havia comprometido algum de meus nervos. A Unifesp tem o primeiro ambulatório de Neuropelveologia do Brasil, mais um motivo que comprova que este ambulatório de algia pélvica e endometriose é o local mais apropriado para tratar uma mulher com endometriose. Graças a Deus, minha endometriose não atingiu nenhum nervo pélvico do meu corpo. Porém, descobri algo de que eu já tinha certeza e, que já havia falado ao dr. Hélio: de que sofro com a maldita endometriose desde os meus 13 anos. Todas as conclusões que o dr. Nucélio chegou foi durante a anamnésia bem detalhada que ele fez e, praticamente, uma regressão da dor pélvica e, só depois, é que se realizou o exame de toque. Digo regressão, pois ele me fez lembrar a primeira vez que senti dores na pelve. E tudo começou quando tive de retirar meu apêndice, aos 13 anos. Ou melhor, quando meus pais pediram a um clínico-geral da minha cidade, em Rio Verde, no interior de Goiás, para me abrir. Sim, parece uma história absurda, mas isso foi necessário, pois meu apêndice havia se deslocado de seu local habitual e, se escondeu, atrás do meu intestino. Por isso, em nenhum exame que eu realizava, inclusive, o ultrassom, não apontava nada anormal dentro de mim. Só que eu já estava há mais de um mês sem conseguir andar, não ia à escola, tinha muita dor na perna direita, vomitava e tinha febre muito alta. Confesso que ouvir isso do dr. Nucelio foi um alívio e um desespero ao mesmo tempo. O cisto de ovário que retirei aos 15, que voltou aos 19, e que continuou voltando, já era um endometrioma (cisto no ovário). A conclusão do dr. Nucélio é que eu sofro de fortes dores por quase 20 anos, até obter o diagnóstico da endometriose. Só fui diagnosticada aos 31 anos já para 32, após longos 19 anos de muitas, mas muitas dores. Ufa, ao ouvir isso pensei comigo: “Nossa como sou forte. Sempre me achei superfraca, em especial, às dores. Não sei como aguentei. De fato fui muito abençoada por Deus, pois, até então, minha endometriose ainda não atingiu nenhum órgão meu.” Na verdade, eu já penso isso todos os dias. Desde que eu conheci a Maria Helena Nogueira, todos os dias ao levantar, eu agradeço a Deus por ter essa oportunidade de andar, mesmo com dores. Também sei que fui escolhida por nosso Pai para uma missão muito especial por aqui: tornar a endo uma doença reconhecida por nossos governantes, onde poderemos incluir as portadoras em tratamento e, àquelas que já se encontram inválidas, em programas de benefícios do governo. Para realiza-la precisarei da ajuda de todas vocês, pois a união faz a força. Não morri, não fiquei infértil, minha endo não atingiu nem meus nervos e nenhum órgão. Isso é uma glória ao se tratar de uma doença tão enigmática e tão destruidora quanto à endometriose. Por isso, eu preciso me manter em pé e continuar lutando todos os dias contra as fortes dores que eu sinto.

Com isso, a conclusão final do dr. Nucélio é de que este diagnóstico tardio maltratou muito os meus músculos. Eu tenho dores em todos, literalmente, todos os músculos do meu corpo. Até dormindo meus músculos latejam, pulam sem parar. Foi por isso que eu tive a dispareunia de profundidade. A pior das dispareunias. Pior do que esta é só o vaginismo, onde todos os músculos da vagina se contraem e daí não entra nenhum grampo pela vagina, quanto mais um dedo (para a fisio) ou um pênis (no sexo). A meu ver, a dispareunia é a pior sequela da endo. Ter dores durante a relação sexual mata a mulher que existe dentro de nós, pois nos deixa assexuada. Um dos maiores sofrimentos é  não conseguir transar com o namorado, mesmo tendo um. Ficar anos e anos assexuada, mesmo tendo um namorado. Dormir ao lado de quem você ama e não sentir nenhum frio na barriga, nenhuma libido. Isso é desesperador. É um sofrimento sem fim para quem conhece esta dor. O pior é que acordei, no dia 19, p. da vida, por conta de cobranças indevidas do banco. Cheguei ao ambulatório de Neuropelveologia da Unifesp doida e aos prantos. Claro que o dr. Nucélio falou do meu psicológico, pois toda mulher com endometriose tem de tratar esse lado também. É óbvio que eu sei disso, só que prefiro a terapia espiritual. Afinal, foi no centro espírita que encontrei todas as respostas para tudo que estou passando nesta vida. Nenhum outro médico foi tão certeiro quanto Deus. O dr. Nucélio afirmou que qualquer terapia psicológica é válida e que sua noiva também é espírita. Por isso disse acreditar de que isso é possível. Eu prefiro escutar Deus a pessoas que vestem roupas brancas e que se acham Deus, só porque tem um título de doutor na frente do nome. E ainda me dar mais remédios. Já me medico e me automedico demais. O dr. Nucelio disse que iria falar com o dr. Schor e o dr. Hélio para ver como seria minha operação. Ele confirmou que, aparentemente, tenho poucos focos de endometriose, mas que será necessário retirá-los. Ele me receitou mais um remédio para a minha coleção, um relaxante muscular mais forte, o Coltrax 4mg. Enquanto estou sob efeito deste remédio, minhas dores no corpo melhoram muito, mas quando o efeito passa, é impressionante como tudo volta! É como se um trator ou um caminhão tivesse passado por cima do meu corpo. Porém, só tinha duas caixas deste remédio no ambulatório de urogineco da Unifesp, com 10 comprimidos em cada uma, e é o que tenho para tomar, já que estou desempregada e sem grana para comprar o Coltrax, que custa cerca de 40 reais cada caixa. Um absurdo! Demorei um pouco para escrever, pois ando com fortes crises, algo que não era muito comum, após minha primeira cirurgia. Estou preparando um post sobre endometriose e apendicite, qual a relação da primeira com a segunda ou vice-versa? Alguém tem alguma opinião? Aproveitem para curtir e compartilhar o A Endometriose e Eu no facebook: http://www.facebook.com/pages/A-Endometriose-e-Eu/107795342665783 Beijos com carinho!

terça-feira, 17 de abril de 2012

PRIMEIRO ESTUDO MUNDIAL COMPROVA QUE A ENDOMETRIOSE É UMA DOENÇA DE ALTO CUSTO!!

Tradução e edição: Caroline Salazar

É com grande alegria que escrevo este artigo. Como uma das missões do A Endometriose e Eu é reportar às portadoras brasileiras, em primeira mão, os avanços mundiais em relação à doença, é com muita satisfação que digo: finalmente foi realizado o primeiro estudo prospectivo que comprova o alto custo para tratar a endometriose. Após o sucesso de meu primeiro artigo sobre este tema, que escrevi mediante aos inúmeros e-mails que recebo contendo os mais absurdos preços por uma cirurgia de videolaparoscopia e consultas, o EndoCost confirma o que eu já havia dito. Agora, ninguém poderá contestar. De fato, a mulher portadora de endometriose precisa desembolsar muita grana para se tratar. Mas eu vou muito além. À primeira vista, a palavra endometriose pode até soar como algo normal ou pode até parecer uma doença comum. Porém, o diagnóstico tardio, como acontece no Brasil, que pode demorar de 8 a 12 anos, deixa muitas mulheres inválidas, que vivem numa cama 24 horas por dia à base de morfina diariamente e, mesmo assim, muitas ainda não conseguiu viver a vida, no sentido literal da palavra. E isso não tem preço que pague. Afinal, o direito de ir e vir deveria ser uma garantia a todos, pois está descrito no artigo 5°, da Constituição Brasileira. O que dizer do Brasil, o país que tem o maior número de portadoras do mundo, mas que ainda são ignoradas pelos nossos governantes?

O EndoCost contou com a participação de 909 endomulheres, de 12 centros especializados, de 10 diferentes países: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Itália, Reino Unido e Suíça. Economistas destes países também ajudaram a calcular o custo real da doença. Durante dois meses, as mulheres recrutadas responderam a um questionário que avaliou o impacto da endo em suas vidas. Dentre os tópicos, estavam os custos com a saúde, a perda de trabalho e a qualidade de vida. Se antes, era comprovado apenas o impacto da doença na vida de uma mulher, o EndoCost, realizado em parceria com a World Endometriosis Research Foundation, a WERF, pode mudar a realidade de muitas portadoras. E, sinceramente, é isso que eu espero. Não sei se por aqui, pois a doença ainda não é reconhecida pela nossa presidente Dilma Rousseff. Confesso que quando ela assumiu, eu tive uma pontinha de esperanças. Afinal, a endometriose é uma doença tipicamente feminina e, ao ver, uma mulher assumir a presidência de um país, onde o número de mulheres já supera ao de homens, eu até me animei. Quando penso na endometriose, a primeira palavra que vem à minha cabeça é “destruição”. Foi isso que a doença trouxe à minha vida e a de todas às outras mulheres que conheço. Ainda estou muito enroscada por conta das dívidas, que adquiri no período em que tive de optar: ou me tratar ou trabalhar. Acho que se eu morasse num país onde os empregadores tivessem uma cabeça mais aberta, ou que recebesse a ajuda do governo, enquanto estivesse em tratamento, talvez minha situação pudesse ter sido outra. Nesses três anos que estudo a doença, conclui que nenhuma mulher é feliz com a endometriose. E, ao começar a ler o EndoCost, constatei de que é isso mesmo. O rombo maior na mulher não é apenas a questão financeira, mas a profissional. Por conta das fortes dores, uma portadora perde até 11 horas semanais de trabalho.

Segundo o EndoCost, cada mulher doente gasta, em média, €9.579 por ano. Calculando em reais, com o euro em torno de R$2,42, o valor anual de uma portadora de endometriose, num país de primeiro mundo, onde foi realizado o estudo, gira em torno de R$23 mil. Parte deste valor €6.298 está relacionada à improdutividade no trabalho e, apenas, €3.113 são os custos diretos ligados à saúde. Ou seja, o custo da incapacidade de trabalhar, devido aos sintomas, em especial às fortes dores, é o dobro do custo dos valores gastos com médicos, hospitais, exames, cirurgias, dentre outros. Em relação aos custos com a saúde, 29% se destinam às cirurgias, 19% testes de controle, como exames, remédios dentre outros métodos, 18% dos gastos são com hospitais e 16% em consultas médicas. E, no Brasil, quantos bilhões de reais o governo gasta com suas portadoras? Por que ainda não exitimos para eles? Por que em nosso país não existe pesquisas para saber quais doenças, de fato, atingem à população? São tantas perguntas e nenhuma resposta. No discursso da presidente Dilma sobre as políticas de saúde do país, na ONU, em Nova Iorque, em setembro de 2011, ela falou que seu governo combateria doenças crônicas não-transmssíveis, como a diabetes, vários tipos de cânceres, a hipertensão, dentre outras, mas em nenhum momento citou a endometriose. Foi como se eu não existisse. Eu e milhões de brasileiras. Agora só votarei em políticos que abraçarem a causa da endometriose. E não podemos nos esquecer de que estamos em ano eleitoral. Outro resultado do EndoCost foi a comprovação, de um dos melhores epecialistas do mundo, que “a doença é potencialmente devastadora.” É claro que nenhum médico vai falar isso às suas pacientes. Mas, ao saber que pelo menos alguns médicos sabem disso, fiquei aliviada. Quando algumas pessoas me questionam e eu falo isso, sou taxada de louca por esses seres ignorantes. Agora, que foi dito pelo professor e doutor Steven Simoens, da Universidade de Leuven, da Bélgica, um dos principais pesquisadores deste estudo, quero ver quem terá a coragem de discordar. Um estudo como este, prospectivamente investigando o custo direto e indireto da endometriose, nunca foi realizado antes e, agora, temos uma imagem muito mais clara do custo real desta doença potencialmente devastadora", disse Steven Simoens, sobre o estudo publicado neste mês na conceituada “Human Reproduction”.
Ranking dos custos com a endometriose dos países que participaram do estudo:

País:             10% das mulheres idade reprodutiva      total gasto

 
Alemanha:             1,860 milhões                                   €17,8 bi
Bélgica:                     250 mil                                             €2,4 bi
Dinamarca:              125 mil                                             €1,2 bi
Estados Unidos:    7, 4 milhões                                      70,9 bi
França:                   1,4 milhões                                       €13,6 bi
Holanda:                    385 mil                                           €3,7 bi
Hungria:                     240 mil                                           €2,3 bi
Inglaterra:               1,480 milhões                                14,2 bi
Itália:                       1,380 milhões                                  €13,2 bi
Suiça:                         187 mil                                             €1,8 bi

Estima-se que 10% da população feminina mundial, em idade reprodutiva, tem endometriose. No Brasil, as estatísticas evidenciam em até 15% das mulheres em idade reprodutiva, mas a endometriose pode começar já na primeira menstruação, como deve ter sido o meu caso. O EndoCost comprova que o custo da endometriose é semelhante ao da diabetes, da artrite reumatoide, da doença de Crohn, dentre outras doenças crônicas. Mesmo em países desenvolvidos, o investimento na doença ainda é muito pouco. Foi o que disse a advogada Lone Hummelshoj, que luta pela causa e é chefe-executiva da WERF. “Ao contrário de outras doenças bem conhecidas, vemos um investimento relativamente pouco em pesquisa sobre os mecanismos que causa a doença”, falou Lone. Segundo o artigo, Lone está chocada com quanto dinheiro está sendo perdido por governos e sistemas de saúde que ignoram a endometriose. E ela mora nos Estados Unidos. Ao ler isso pensei: “E, se a Lone morasse num país como o Brasil, que além de não reconhecer a endo como uma doença, é o país que tem o maior número de portadoras no mundo todo, de 10 a 15 milhões de mulheres. E ainda ser obrigada a pagar impostos altíssimos e a viver à merce de políticos que, em vez de prioirzar a população, só quer saber de encher seus próprios bolsos”.  Eu sinto a maior vergonha disso. Apesar disso, a medicina brasileira é tida como uma das mais avançadas do mundo, com médicos mais humanos. O governo deveria aproveitar essa deixa, para mudar a realidade da saúde dos brasileiros. Temos excelentes médicos-cientistas que se dedicam a desvendar o mistério da tal enigmática endometriose. É uma pena que os políticos não investem nestes estudos. Eu mesma já mencionei vários, inclusive, alguns da Unifesp, onde considero um dos centros mais preparados  do Brasil e do mundo, para tratar uma endomulher. Quem passa por lá confirma o que estou falando. Mas, infelizmente, os políticos daqui só querem assumir o poder para ficarem ricos. Bom, me desculpem os sonhadores, os economistas e todos, mas como portadora de endo e vendo milhões de mulheres sofrendo com a doença, eu sinto muita vergonha em dizer que o Brasil é o sexto país economicamente falando e que ultrapassou a Inglaterra.  Um país que não oferece educação e saúde à sua população, como conseguiu isso? Fica mais uma pergunta dentre as muitas outras ainda sem resposta. A única coisa que eu sei, é que ainda sonho em morar num país de primeiro mundo, onde sou reconhecida por eles.


Centros que participaram do estudo: Universidade de Leuven (Bélgica); Glostrup Hospital (Dinamarca); CHU de Clermont Ferrand (França); KEZ-Berlin (Alemanha); Medizinische Hochshule Hannover (Alemanha); Universidade de Semelweis (Hungria); Universidade de Milão (Itália); Universidade de Berna (Suiça); Universidade de Edimburgo (Reino Unido); Clínica de Cleveland  (Estados Unidos); Universidade de Wisconsin-Madison (USA); Universidade de Maastricht (Holanda).

Fonte: World Endometriosis Research Foundation

domingo, 15 de abril de 2012

DIU MIRENA: UM TRATAMENTO EFICAZ CONTRA A ENDOMETRIOSE? DÊ SUA OPINIÃO!



Após alguns pedidos, em especial ao de minha querida, Letícia Mesquita, falarei um pouco sobre o Diu Mirena, um dos tratamentos recomendado à mulheres que sofrem com a endometriose. Só não se esqueçam de que existe dois tipos de Diu: o Mirena e o comum. Como não usei este tipo de tratamento, levantei uma grande pesquisa sobre esse contraceptivo intrauterino.  Para se adaptar ao útero da mulher, esse hormônio à base de levonorgestrel – um progestogênico idêntico ao que tem sido utilizado em outros métodos contraceptivos hormonais, como pílulas – e, com nome comercial de Mirena, é de plástico e tem o formato de um T. Surgiu nos anos 1970, mas foi no início dos anos 1990, que ele começou a ser usado para combater a gravidez no mundo todo. É também uma das formas usadas para tratar a endometriose, pois não contém estrogênio, o tal hormônio que nós, portadoras de endometriose, não podemos tomar. Uma das principais funções do Diu é bloquear a ovulação e, consequentemente, a menstruação. É por isso que ele vem sendo usado para combater à endo. Ao colocá-lo no útero, o hormônio é liberado e torna o muco mais espesso, dificultando a passagem do espermatozoide e inibindo sua motilidade e suas funções. O Mirena também inibe o crescimento do endométrio (camada interna que reveste o útero), outro motivo pelo qual, ele pode ser eficaz para tratar a endo. Esse tipo de Diu também promete controlar o fluxo menstrual, tornando-o mais curto e sem dores.


Porém, sabemos que cada organismo reage de uma forma quando se trata de medicamentos e doenças. E, com o Mirena, não seria diferente. Infelizmente, não é em toda mulher que seus beneficios são comprovados. Antes de prescrevê-lo, o médico deverá fazer uma longa investigação sobre a vida da paciente. Outro ponto importante ao optar pelo Diu Mirena, é lembrar que esse hormônio pode durar até cinco anos no corpo da mulher. Estudos apontam que o Mirena pode agir até sete anos em nosso corpo. Portanto, é contraindicado às mulheres que pretendem engravidar num período máximo de cinco anos. Mas, alguns artigos informam que, se a mulher colocá-lo e, se arrepender, assim que ele for retirado, a fertilidade feminina volta. Nos últimos anos, esse método tem sido muito usado para em mulheres portadoras de endometriose. Porém, sua eficácia, ainda não é 100 % comprovada. Nos três a seis primeiros meses de uso, muitas mulheres podem apresentar spotting, e esse sangramento pode ser intenso e prolongado. Outras podem apresentar fortes dores pélvicas ou cólicas. Com o passar dos meses, esse efeito colateral pode diminuir. Com o passar dos meses, a maioria das mulheres tem períodos menos dolorosos do que antes e, muitas, não menstruarão. Outras continuarão com seus períodos menstruais normalmente. Após a interrupção do tratamento, muitas mulheres voltam a ovular e a menstruar, num prazo que varia de quatro a seis semanas. Por conta do depósito de acetato de medroxiprogesterona, isso só será possível, após a droga for completamente removida do nosso corpo. Esse processo dependerá da dose utilizada e como cada organismo metaboliza a droga.

Possíveis efeitos colaterais que o Mirena pode causar:
• diminuição da libido;
• dor de cabeça;
• dor abdominal inferior;
• dor lombar;
• aumento da sensilibilidade nas mamas;
• náuseas;
• suores;
• retenção de líquido;
• ganho de peso, dentre outros.


Durante o tratamento, cistos ovarianos benignos podem aparecer. Estes cistos costumam desaparecer sozinhos, até três meses após a interrupação dessa terapia. Esses cistos podem também causar dores abdominais. Mesmo usado para combater a dor pélvica causada pela endo, o Mirena pode provocar também infecções pélvicas. Isso não é algo muito comum, mas pode acontecer, principalmente, nas três primeiras semanas após iniciar o tratamento. Estas infecções são geralmente relacionadas às DST’s (doença sexualmente transmissível). Qualquer sinal de infecção pélvica, seu médico deverá ser avisado imediatamente. Cerca de 1,5% das mulheres que usam o Diu Mirena, no mundo todo, irão desenvolver alguma infecção pélvica, durante os cinco anos de uso da bobina. Febre, dores abdominais e nas relações sexuais ou até mesmo sangramentos anormais podem indicar uma infecção pélvica. Fique atenta a esses sintomas. Eu recebo inúmeros e-mails com relatos de que o Mirena não foi tão eficaz quanto elas imaginavam. Neste caso, a bobina deverá ser removida. Recomenda-se retornar ao ginecologista, seis semanas após a colocação do Diu Mirena e, depois, ao menos um vez ao ano. Esse método não pode ser usado por mulheres inférteis e, muito menos, àquelas que tiveram alguma DST.
Quando usado para tratar a endo, muitas mulheres podem ficar em média três anos sem dor. Esse benefício pode ser notado entre os primeiros 12 a 18 meses, após a colocação do implante. Apesar de não ser tão comprovada essa benfeitoria, o tratamento com Diu Mirena tem a mesma eficácia que o antagonista de GnRH, mais conhecido como Zoladex. Pesquisadores italianos, ingleses e até mesmo brasileros já comprovaram que a eficácia do Diu Mirena é a mesma do Zoladex, porém com redução nos efeitos colaterais, causados pelo segundo. O Diu Mirena também é mais barato e pode ser usado por um período muito mais longo do que Zoladex. Segundo alguns estudos que li, o Zoladex só pode ser usado por um período máximo de nove meses. Eu conheço portadoras de endometriose que tomam Zoladex há anos. Não sei se elas sabem sobre isso. Outra vantagem do Diu Mirena, é que alguns convênios médicos já disponibilizam esse método como forma terapêutica, já incluso no plano. Sobre o Zoladex, eu sei bem como esse veneno é terrível ao nosso corpo. Eu tomei uma única dose do 10,8 e digo que os efeitos colarerais são horríveis. Dois anos após essa dose, e eu nunca mais consegui ser a mesma Caroline de antes. Primeiro ouvi de especialistas que meu organismo voltaria ao normal em seis meses. Após não ver esse resultado, questionei novamente, e escutei nova resposta: “Tudo depende de cada pessoa. Algumas voltam ao normal, mas outras não.” “Hoje suo o tempo todo. Mal ando e já estou em bicas d’água. Eu, que sempre fui friorenta e, nunca calorenta, me senti impotente perante esta medicação. Ou seja, eu me ferrei, né!”. Espero gostem deste artigo. Se você usa ou já usou o Mirena conte sua história aqui. Beijos com carinho!!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

DOIS ANOS DE BLOG!!

No dia 12 de abril, o A Endometriose e Eu completou dois anos de vida. Uma felicidade sem fim. Não escrevi ontem, pois só hoje me libertei da arrogância e da ignorância de mais um ser humano do mal. Ontem, ainda presa a isso, cheguei em casa muito mal. Com essa minha libertação foi comprovado que, tanto o número 13, quanto a tão temida sexta-feira 13, são símbolos de muita sorte pra mim. Agradeço muito a cada um de vocês, meus queridos leitores, que fazem do blog um sucesso mundial. Em especial àqueles que rezaram e torceram por essa minha libertação. Alguns foram agraciados com meus desabafos. Jamais acreditei que, em tão pouco tempo de vida, o A Endometriose e Eu teria o alcance que tem. Afinal, o mundo inteiro está conectado no pioneiro em retratar o cotidiano de uma portadora e, a cada dia, novos seguidores chegam, comentam e trocam experiências. Foi exatamente para isso que criei o blog. 
 
Aos ignorantes, a endometriose é muito mais do que uma doença enigmática, é uma condição de vida. Por isso, não temos de nos lamentar por termos endometriose, mas, sim, nos unir e lutarmos juntas para mudar o futuro da nova geração de portadoras. Faz alguns anos que não me lamento mais, pois entendi que, começo com o blog parte de uma grande missão de vida, escolhida por mim mesma num outro plano. Infelizmente, a tendência é aumentar ainda mais o número de endomulheres por aqui e, o Brasil já é, o país campeão em endometriose. São cerca de 10 a 15 milhões de portadoras. Sei que não estou aqui por acaso. Afinal, tudo que plantamos na vida, aqui na Terra, iremos colher um dia. Eu planto a bondade e a generosidade. E, hoje, tive a certeza de que Deus está ao meu lado. Obrigada pelas palavras carinhosas de cada um de vocês, que fazem a alegria de meus dias tristes. Dias esses que se encerrou hoje. Aproveitem para curtir nossa página no Facebook e, assim, ajudar a salvar vidas femininas. Beijos com carinho!!

terça-feira, 10 de abril de 2012

O RETORNO DA ENDOMETRIOSE!!

Faz tempo que não falo aqui sobre minha endometriose não é mesmo. Após minha tão sonhada cirurgia, em julho de 2010, menstruei apenas uma vez e continuei meu tratamento com o AC contínuo. Confesso que minhas dores, nunca foram embora. Lembro-me de poucos dias sem sa malditas dores. Considerando que minha endo é leve, nem mesmo meu médico acreditara que essas dores eram reais. No começo fiquei "meio p. da vida", afinal, quem é a louca que inventa dores? Ninguém, ainda mais as dores da endo, que não é apenas uma dor, mas, sim, várias dores e de diferentes intensidades. Como nunca liguei para o que os outros pensam, segui minha vida. Mesmo com dores, consegui um trabalho numa revista. Por minha opção, acabei abandonando a fisioterapia na Unifesp. Não queria que nada atrapalhasse esse meu momento mágico. Afinal, foi a primeira vez que conseguira um trabalho fixo, após abdicar de minha profissão por dois anos, para me tratar. E também jamais poderia começar num trabalho falando que estava doente. Ninguém me contrataria. Quem me conhece sabe, que nunca vivi na condição de uma doente. Sei que sou portadora de uma doença crônica e progressiva, mas sempre lutei muito contra tudo isso. E será assim até o fim de meus dias.
No começo desse trabalho dos sonhos, apenas uma pessoa sabia de minha condição. Como uma das editoras havia me conhecido gorda e bem inchada, por conta da endo, quando me viu bem magra, ela levou um susto e perguntara e se eu tinha feito uma lipo. Bom, aí contei bem por cima, mas pedi segredo, pois precisava muito desse trabalho. Eu estava tão feliz, que até parecia um sonho e, como todo sonho, há um momento em que ele acaba. Foram oito meses de uma plena felicidade. Mesmo com as dores, nunca encontrei um lugar como aquele. Lá, aprendi muito. Trabalhei com pessoas inteligentes e que ensinavam muito, mas sem serem arrogantes ou prepotentes. Quando tudo acabou, chamei minha editora-chefe para conversar e expliquei um pouco sobre tudo que eu havia passado. Mas, na verdade, o que eu fiz mesmo, foi agradecê-la por esta chance tão especial e importante em minha vida. "Você já fez algum bem a alguém?", perguntei, à minha querida ex-chefitcha. Nem esperei ela responder e já emendei: "Se você nunca fez isso, saiba que você foi a pessoa que me deu a chance de recomeçar minha vida profissional." Ela começou a chorar e nos abraçamos por alguns minutos. Depois falei um pouco sobre meu caso. Não dá para falar tudo, porque assusta. Mas ela já conhecia  a doença, já que uma prima dela tem e ela já fez uma matéria sobre endometriose. Se eu tivesse contado antes, de tão bom coração que ela é, com certeza, eu teria continuado com a minha fisioterapia. Infelizmente, não dá para adivinhar como são as pessoas. Confesso que até bateu um remorsozinho de ter deixado a fisio, mas nçao tinha o que fazer.

Para suportar trabalhar o dia inteiro sentada em frente ao computador, eu já vivia à base de remédios. A essa altura continuava com o tratamento, mas não ia ao médico. Além de ser longe da minha casa, eu dependia de terceiros para me levar. O que eu iria fazer lá, se nem ele mesmo acreditava em minhas dores? Nada. Comecei a me automedicar. Isso é um perigo para quem tem doença crônica e farei até um artigo sobre o tema. Eram muitos remédios: dipirona 500, nimesulida, buscopan composto, relaxantes musaculares, enfim, um coquetel venenoso que ingeria diariamente. Com o desemprego, veio também o desespero de perder o convênio. Quase o perdi e foi preciso ajuda de amigos para resolver o problema. Fiz a ressonância magnética imediatamente, pois sem convênio, não teria como fazer esse exame, que é muito caro particular e uma burocracia no SUS. Isso quando a máquina está funcionando. Confesso que fiquei apreensiva até a data do resultado. E se não desse nada? Mas é claro que vai dar, não sou louca para inventar dores. Ao sair do laboratório Cura, onde faço todos meus exames, abri o exame antes mesmo de entrar no ônibus. O laudo confirmou todas as minhas dores. Mesmo em tratamento, a endo estava se espalhando. Antes da primeira cirurgia, o único lugar que mostrava minha endo, era no ligamento úterossacro. Agora, além deste, a maldita também pegou os ligamentos largos e direitos e essa região do peritônio. Fiquei assustada, mas ao mesmo tempo, muito aliviada. Marquei consulta no ambulatório da Unifesp para conversar com o dr. Schor. Antes fui ao consultório do dr. Roberto Hiroshi Ieiri, um excelente gastro e coloproctologista, que é médico de minha família e quem tenho total confiança, para ouvir sua opinião. Tanto o dr. Roberto, quanto o dr. Eduardo Schor, confirmaram que uma nova cirurgia será necessária.

Na Unifesp fui atendida pelo dr. Alexander. Eu ainda não o conhecia. Nem preciso dizer que ele, assim como toda a equipe, é maravilhoso. Após a consulta, dr. Schor veio falar comigo. Disse que tenho de operar novamente, mas que antes, eu precisaria passar com o dr. Nucélio, no ambulatório ao lado, especializado em uroginecologia. É a mesma especialidade da fisio. Foi aí que o dr. Schor me disse que o dr. Nucélio vai verificar se há foco em algum nervo meu. Será que eu sinto muita dor, por conta disso? E, que, se isso for confirmado, a cirurgia terá de ser redirecionada também para esse lado. Huuum, ao ouvir isso, eu tive a certeza de algo que eu já tinha: que o ambulatório da Unifesp é, em minha opinião, o centro mais capacitado para atender uma portadora de endometriose no Brasil. Porém, muitos médicos ainda não acreditam nesta possibilidade. Ao ouvir do dr. Schor que ele acredita e todas as minhas dores, mesmo tendo uma endo, até então, leve me deixou com mais confiança e esperança de um futuro sem dor. Por conta da nova cirurgia, voltei às sessões de fisioterapia, toda quarta-feira, às 9h da manhã. Já estou na terceira sessão e, assim que terminar as avaliações, falarei sobre meu tratamento. Torçam por mim! Beijos com carinho!

domingo, 8 de abril de 2012

BISFENOL A: PRINCIPAL COMPONENTE DO PLÁSTICO CAUSA CÂNCERES E ENDOMETRIOSE!

imagem cedida por Free Digital Photos

Alguém já ouviu falar em xenoestrogênio? E em Bisfenol A? Eu comecei a ouvir essas duas palavras meio esquisitas, confesso, com a minha querida Cristina De Angelis, que mora na Itália, hoje minha amiga por conta de um problema em comum: a endometriose. Infelizmente, nos últimos anos, um número cada vez maior de mulheres está ficando gravemente doente. E não falo isso só em relação à endometriose. É cada vez mais comum mulheres sujeitas a doenças ligadas ao aparelho reprodutor como, alguns cânceres, dentre eles, o de útero, o de ovário, o de colo de útero, o de mama, e tantas outras doenças, como ovários policísticos, miomas, endometriose, infertilidade, distúrbios da tireoide e até mesmo a falta de libido. E você sabia que todas elas podem aparecer devido a nossa exposição aos xenoestrogênios? E nenhum médico fala isso às suas pacientes, não é mesmo.


Em 2010, pesquisadores italianos apresentaram durante o Congresso Internacional de Endometriose, em Roma, uma relação entre os xenoestrogênios, em especial, o Bisfenol A, e a doença, que, segundo a ONU (Organizações das Nações Unidas) afeta 176 milhões de mulheres no mundo todo. Porém, esse veneno sintético não causa apenas endometriose, mas também muitos cânceres. Com isso temos de saber um pouco mais sobre o vilão que pouco se fala no Brasil. Xeno significa estranho e estrogênio é um dos hormônios sexuais femininos produzidos pelo nosso corpo. Numa explicação mais simples, os xenoestrogênios são substâncias químicas que imitam esse hormônio e têm o poder de enganar seus receptores, invadindo nossas células e reproduzindo um efeito distinto ao produzido pelo estrogênio original. Sabe o que é pior, esse veneno está presente em todo o ambiente em que vivemos. Seja nos alimentos, na água, no ar, nos organismos vivos e em nosso ecossistema. E o Bisfenol A é um dos exemplos mais comum desse vilão. A Itália talvez seja o país mais avançado nos estudos relacionados à endometriose. Além de ter fundado um centro de fertilidade para mulheres portadoras de endometriose, especialistas na doença no país estudam essas substâncias, como sendo as principais causadoras da endometriose.
O Bisfenol A está presente em todos os produtos derivados do plástico. Ou seja, podemos ficar contaminados após beber água num copo de plástico, numa garrafa de plástico ou até mesmo colocamos o organismo de um bebê em risco, ao dar mamar a ele, numa mamadeira de plástico. Então, desde neném já estamos contaminando o nosso corpo, com doenças que só aparecerão anos mais tarde. É por isso que, muitos jovens, estão ficando doentes cada vez mais cedo. Atualmente, não é raro ver uma mulher de 20 e poucos anos com câncer. Segundo o médico italiano Pedro Mestre Júlio, que lidera a pesquisa sobre esses componentes na Itália, “a origem da endometriose tem uma correlação com vários poluentes ambientais, incluindo, em particular, o bisfenol, utilizado para a produção de diferentes tipos de materiais plásticos. Essa resposta vem da descoberta da formação de tecido endometrial em fetos humanos já na 16° semana de gestação, o que nos fez compreender que a doença tem uma origem embriogenética”, diz o professor e diretor da FIE (Fundação Italiana de Endometriose).

O pior é que diariamente estamos expostos a componentes que causam endometriose e cânceres.  E não é só nas mulheres que os xenoestrogênios causam danos. No homem, esse vilão, que é conhecido também como disruptores endócrinos, é responsável, dentre outros males, ao câncer de próstata, de testísculo e a diminuição de esperma, levando o homem à infertilidade. Desde o fim da década de 1930, médicos já estudavam a ação dos xenoestrogênios em animais e no meio ambiente. E, claro, que a espécie humana também seria afetada. A primeira atitude a ser tomada é nos conscientizarmos desse fato e não ingerirmos alimentos ou qualquer outro derivado de xenoestrogênio. Hoje, esse veneno está presente em cosméticos, em produtos de limpeza e até mesmo em medicamentos que usamos. E isso é inacreditável. Não dá para entender como os empresários ainda produzem esse veneno e, mais inacreditável ainda, é como as pessoas não têm essa informação. Compramos e consumimos esse veneno todos os dias. Quem nunca colocou uma comida na geladeira, num vasilhame de plástico? Quem nunca tomou ou passou um remédio à base de cetoconazol, que trata micoses, por exemplo? Países como a Itália e a Dinamarca, já estão proibindo a comercialização de produtos com Bisfenol A e lideram a campanha “Bisfenol free“ ou “Livre de Bisfenol” nos produtos fabricados por eles, em especial, em mamadeiras, já que é nesse estágio de nossas vidas que muitas doenças podem começar.
Sei que esse tema vai dar pano pra manga, já que isso não é amplamente falado e muito menos divulgado no Brasil. Vou começar a pesquisar sobre o tema, pois acho um absurdo governo e empresários fazerem de conta que isso não existe. Ainda bem que existe a interatividade da internet, pois foi onde tomei conhecimento sobre o tema. Eu mesma bebo água o dia inteiro numa garrafa de plástico, que não está livre de Bisfenol. Beber água em garrafa ou copos de vidros é muito mais seguro. Mas com o passar dos anos, vimos às garrafas de vidro evaporar das prateleiras, que foram invadidas pelo plástico. Ou seja, vivemos num país onde os governantes e empresários não estão preocupados com a saúde de sua população. O resultado será pessoas ainda mais doentes do que já somos. Feliz Páscoa a todos! Beijos com carinho!!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

MÊS DE ANIVERSÁRIO DO A ENDOMETRIOSE E EU!

Nossa como o tempo voa! No próximo dia 12, o A Endometriose e Eu completa dois anos de vida. É um mês muito especial para mim. Jamais poderia imaginar que um blog, que trata de um tema tão específico e tão desconhecido, pudesse fazer tanto sucesso. Nem mesmo em sonho, eu jamais imaginaria isso. E, olha, que sonho muito, mas muito alto. Meu sincero e eterno agradecimento aos autores de "Insensato Coração", Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Agradeço, em especial, ao Ricardo, a quem enviei um e-mail, agradecendo por ele e Gilberto terem sido os primeiros autores do mundo a acreditar em nós, portadoras de endometriose.

Sei muito bem, que o foi que retratado na ficção, mostrou uma parcela muito pequena de quem sofre com a endo, ou melhor, de quem não sofre. Mas não podemos ser hipócritas e pensar que isso não existe. É o caso das assintomáticas, que, felizmente, têm suas rotinas normais, como a de uma pessoa sadia. Sorte delas, não. Mas, meu principal agradecimento é para você, minha querida leitora, que acessa o blog diariamente, que comenta e que faz o A Endometriose e Eu existir. É cada uma de vocês que do blog, um êxito mundial.  Obrigada por tudo! Beijos com carinhos!!

terça-feira, 3 de abril de 2012

CONTE SUA HISTÓRIA COM A ENDO E AJUDE A SALVAR VIDAS!!

O A Endometriose e Eu tem o maior orgulho em ser o pioneiro em retratar o dia a dia de uma portadora de endometriose e, também, foi o primeiro que abriu espaço a você, portadra de endometriose, para contar sua história. Afinal, não achei nada comum quando ouvi de um especialista: "Em cada corpo, a endometriose é de um jeito. Em cada mulher, uma endometriose diferente." Por isso resolvi abrir esse espaço a todas às portadoras de endo.

Quer ter sua história contada aqui e, ainda por cima, ajudar milhões de mulheres no mundo todo? Escreva para carolinesalazar7@gmail.com com o título A Endometriose e Eu - A minha história. Não importa sua cidade ou seu país, pois o mundo inteiro está conectado aqui! Segundo a ONU (Organizações das Nações Unidas), a doença afeta cerca de 176 milhões de mulheres no mundo todo. No Brasil somos cerca de 10 a 15 milhões, na Europa mais de 14 milhões e, em toda a América do Norte, em torno de 6 milhões. No Reino Unido, mais de 1 milhão e meio de mulheres têm a doença, na Itália são 3 milhões.... e a tendência, infelizmente, é que esse número aumente ainda mais.

De acordo com o último Censo, realizado em 2010, já somos cerca de 191 milhões de habitantes no Brasil. Se juntarmos todas as mulheres doentes com endometriose, que, segndo a ONU são cerca de 176 milhões, daria quase a população de todo o Brasil. Já pensou um país todo doente? Vamos mudar a realidade das portadoras de endometriose em todo o mundo. Espero a sua história. Beijos com carinho!