terça-feira, 28 de junho de 2016

DAVID REDWINE: DISTRIBUIÇÃO DA ENDOMETRIOSE PÉLVICA DE ACORDO COM A FAIXA ETÁRIA E A FERTILIDADE!

Diariamente leio nos grupos de apoio às portadoras de endometriose a crescente preocupação em relação ao aumento dos focos de endometriose conforme vamos ficando mais velhas. No artigo de hoje,  o médico e cientista americano doutor David Redwine esclarece mais um mito que envolve a endometriose: afinal, os focos de endometriose "se espalham" ao decorrer da nossa vida ou não? Ele também fala sobre a necessidade de usar medicamentos para controlar a doença após a cirurgia. Mais um texto exclusivo A Endometriose e Eu. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Por doutor David Redwine 
Tradução: doutor Alysson Zanatta
Edição: Caroline Salazar

Distribuição da endometriose pélvica de acordo com faixa etária e fertilidade:

A persistente confusão relacionada ao tratamento e história natural da endometriose sugere que algumas de nossas impressões clínicas podem necessitar de estudos mais modernos. Alguns médicos acreditam que a endometriose envolve progressivamente um maior número de áreas da pelve com o envelhecimento da paciente, e que a gestação confere proteção relativa contra a disseminação da doença na pelve. Para avaliar esses conceitos, este estudo avalia a distribuição da doença de acordo com a faixa etária e o status de fertilidade de pacientes com endometriose.

Materiais e Métodos:

Cento e trinta e duas pacientes consecutivas, de 16 a 52 anos de idade, que passaram por laparoscopia ou laparotomia, constituíram o grupo de estudo. A dor pélvica crônica estava presente em 72%, dismenorreia em 45%, dispareunia em 39%, e infertilidade em 29% das pacientes. Treze pacientes eram assintomáticas, a doença sendo descoberta durante cirurgias por outras indicações. Sessenta e cinco pacientes tinham engravidado, enquanto 51% tiveram parto. Quatorze por cento das pacientes tinham abortado natural ou voluntariamente suas únicas gestações, e sem terem gestação subsequente.

A magnificação da superfície peritoneal foi empregada rotineiramente, consistindo de laparoscopia de aproximação através de técnica de punção dupla ou tripla e manipulador uterino, ou uso de microscópio operatório durante laparotomias nas fases iniciais do estudo. Qualquer anormalidade do peritônio pélvico era considerada como possível endometriose pélvica. A maior parte das pacientes tiveram várias amostras enviadas para biópsia. A endometriose foi confirmada histologicamente em 129 pacientes pela presença de ambos epitélio glandular e estroma, e diagnosticada pela presença de implantes “negros em pólvora” em 3 pacientes. Cinco pacientes tinham um diagnóstico prévio de endometriose, e a revisão de suas descrições cirúrgicas não mostrou nenhuma mudança da posição de sua doença na pelve em comparação às suas cirurgias prévias.

Foi utilizado um mapa que divide a pelve em 16 áreas separadas para avaliar prospectivamente a distribuição da doença comprovada por biópsia. O estudo buscou identificar áreas de disseminação não contíguas em alguns centímetros ou mais. A “microdisseminação” local, a distribuição local de placas fibróticas, e a suposta invasão peritoneal não foram avaliadas porque não eram objetivo do estudo.

As pacientes foram agrupadas em faixas etárias a cada cinco anos, e pacientes acima de 36 anos foram agrupadas conjuntamente.

Foi considerado um valor de probabilidade (p-value) menor que 0,05 para excluir a hipótese nula de que não haveria diferença significativa entre as médias dos grupos. A probabilidade foi determinada pelo uso de desvio-padrão entre as diferenças das médias.

Resultados:

A tabela 1 demonstra a frequência de acometimento por endometriose das áreas pélvicas estudadas.


Tabela 1. Frequência de acometimento de áreas pélvicas versus idade


16-20 years21-25 years26-30 years31-35 years36-52 yearsAll ages
Fundo de saco78.678.352.856.052.661.4
Ligamento largo direito57.143.532.139.320.036.6
Ligamento útero-sacro direito57.139.143.425.012.037.9
Ligamento útero-sacro esquerdo42.952.232.125.020.035.6
Ligamento largo esquerdo35.739.135.825.012.032.6
Bexiga14.326.122.614.38.019.7
Ovário esquerdo013.09.617.924.014.4
Fundo uterino7.19.09.410.721.011.3
Sigmoide7.121.79.44.016.012.1
Ovário Direito08.711.321.416.013.6
Tuba uterina esquerda 08.73.83.64.04.5
Ligamento redondo esquerdo005.73.603.0
Tuba uterina direita0007.15.32.3
Parede abdominal direita003.8001.5
Ligamento redondo direito000000
Parede abdominal esquerda000000
Número total de pacientes1422522519132


Pacientes de 16 a 27 anos de idade (n=55) tinham uma média de 3,25 ±1,92 (desvio-padrão-DP) de áreas pélvicas acometidas, enquanto pacientes de 28 a 52 anos de idade (n=77) tinham 2,60 ±1,64 (DP) de áreas acometidas, uma diferença significativa (p<0 o:p="">

Mulheres nuligestas (Nota do tradutor: que nunca engravidaram) de 16 a 27 anos de idade (n=27) tinham uma média de 3,59 ± 2,12 (DP) áreas acometidas, enquanto nuligestas de 28 a 52 anos de idade (n = 20) tinham uma média de 3,00 ± 2,00 (DP) áreas acometidas, sem diferença significativa.

Todas as mulheres nuligestas (n=46) tinham uma média de 3,39 ± 2,00 (DP) áreas acometidas, enquanto mulheres que já haviam gestado (n=86) tinham uma média de 2,45 ± 1,64 (DP) de áreas acometidas, uma diferença significativa (p<0 o:p="">

Como as mulheres com gestação prévia eram em média cinco anos mais velhas que as pacientes nuligestas, e como as pacientes mais velhas nesse estudo, por algum motivo, tinham um número pouco menor de áreas pélvica acometidas, foram realizadas as comparações controladas por idade, demonstradas na Tabela 2. Com o ajuste por idade, houve uma diferença significativa no número de áreas pélvicas envolvidas em duas faixas etárias de pacientes nuligestas comparadas com pacientes que tiveram até quatro partos. Não foi notada nenhuma diferença significativa em três faixas etárias.

Tabela 2. Número de áreas pélvicas acometidas versus paridade controlada por idade
Número de áreas pélvicas envolvidas ± DP

Number of pelvic areas involved ± SD
16-20 years21-25 years26-30 years31-35 years36-52 years
Paridade
02.80 ± 1.87 (n = 10)4.20 ± 2.34 (n = 15)3.27 ± 1.39 (n = 26)2.56 ± 1.42 (n = 9)2.67 ± 2.89 (n = 3)
1-43.50 ± 0.58 (n = 4)2.00 ± 1.53 (n = 7)2.27 ± 1.69 (n = 26)2.50 ± 1.32 (n = 16)2.31 ± 2.17 (n = 16)
P0.1, NS*<0 .01="" font=""><0 .046="" font="">>0.5, NS>0.5, NS
*não significante

Discussão:

Eu acredito que há apenas duas maneiras de avaliarmos objetivamente o conceito de eventual disseminação progressiva da endometriose ao longo do tempo: (1) realizar laparoscopia em um grupo de pacientes não tratadas ao longo de vários anos, mapeando prospectivamente o acometimento pélvico e (2) identificar um grupo maior de pacientes em faixas etárias mais velhas com acometimento mais frequente de áreas pélvicas individuais ou com mais áreas afetadas do que pacientes mais jovens. Esse estudo tenta utilizar a segunda abordagem. Os resultados sugerem que a endometriose é uma doença posicionalmente estática, e que não se espalha pela pelve com o aumento da idade.

... os resultados sugerem que a endometriose é uma doença posicionalmente estática, e que não se espalha pela pelve com o aumento da idade...

O conceito de que a gestação protege contra a disseminação pélvica da doença pode ser testado ou pela comparação da frequência da distribuição de áreas pélvicas acometidas estratificada por faixa etária e fertilidade, ou encontrando uma relação inversa entre o número de áreas acometidas e a exposição prévia à gestação. Este estudo tenta utilizar a segunda abordagem. O achado de mais áreas acometidas em pacientes nuligestas do que pacientes com gestação prévia é mitigado pelo fato de que essa relação inversa não foi demonstrada em todas as faixas etárias, em uma análise mais detalhada.

Um maior número de áreas acometidas em pacientes nuligrávidas em comparação às pacientes com gestação prévia não significa necessariamente que uma maior quantidade de doença causa infertilidade, ou que seriam resultado de postergação de gestação. A presença de endometriose pode simplesmente ser um marcador de algum estado patológico adquirido ou embrionário, que pode estar relacionado à infertilidade e que persiste após a resolução da endometriose.

Como o sintoma mais comum nesse estudo foi a dor, teria esse grupo seleto de pacientes uma distribuição anormal da doença? A preocupação sobre o viés de seleção poderia se aplicar a qualquer estudo sobre endometriose, porque presumivelmente a doença é encontrada em função de cirurgia realizada por alguma indicação clínica, geralmente infertilidade. A diminuição aparente de doença com o avançar da idade notada aqui poderia significar que pacientes com maior número de lesões teriam mais dor, e que, portanto se apresentaram ao diagnóstico em fases mais precoces da vida.

A sugestão de que a endometriose seja uma doença posicionalmente estática traria nova ênfase à cirurgia conservadora para o tratamento de pacientes com desejo de concepção.

O mapa pélvico utilizado neste estudo é uma potencial e poderosa ferramenta para a investigação da doença, particularmente quando combinada à magnificação peritoneal, e vigorosas biópsias realizadas por médicos atentos às várias manifestações visuais da doença.

Resumo:

Nessa série de pacientes, a endometriose não afetou um maior número de áreas pélvicas em idades mais avançadas. A exposição à gestação está associada a uma leve diminuição de acometimento pélvico, apesar desse efeito ser inconstante quando diferentes faixas etárias são estudadas individualmente.

Nota do Tradutor:

Nesse estudo relativamente simples e com baixo número de pacientes, o Dr. David Redwine contesta objetivamente a longa crença de que a endometriose “se espalha”, de que “invade” locais progressivamente, como se fosse um câncer. Esse conceito, jamais comprovado e também derivado da teoria da menstruação retrógrada, atrasa avanços no estudo da endometriose. Pior: é um fantasma para as mulheres com a doença, que temem a menstruação não só pela dor, mas pelo pensamento que, a cada menstruação, estariam disseminando e aumentando a doença.

Curiosamente, esse “fantasma” é tão presente que, mesmo aquelas mulheres que passaram por um tratamento cirúrgico efetivo e que não tem sinais da doença, ainda costumam temer pelo retorno da doença caso continuem menstruando. Se o tratamento cirúrgico for efetivo, não deveria haver necessidade de medicações para suprimirem a menstruação, por um simples motivo: a endometriose não é causada pela menstruação.

domingo, 26 de junho de 2016

ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE: ENTENDA A RELAÇÃO DA DOENÇA COM A DIFICULDADE DE ENGRAVIDAR

imagem cedida por Free Digital Photos

No mês internacional da infertilidade, a doutora Graciela Morgado Folador preparou um texto exclusivo para o A Endometriose e Eu explicando porque a endometriose causa infertilidade. Um texto conciso e bem explicativo que vai sanar de vez suas dúvidas sobre o assunto. Um beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por doutora Graciela Morgado
Edição: Caroline Salazar

Endometriose e infertilidade: entenda a relação da doença com a dificuldade para engravidar



Uma das principais causas de infertilidade entre as mulheres é a endometriose. Estima-se que 47% das pacientes inférteis foram diagnosticadas com essa patologia. Além disso, estima-se que atualmente ao menos 25% de todas as mulheres aos 30 anos apresentam endometriose e, entre estas, 30% a 50% são inférteis.

A razão mais provável relacionada à diminuição da concepção refere-se ao dano anatômico dos órgãos pélvicos, principalmente, em caso de doença avançada. Outros fatores, como a possível deficiência de ovulação, alterações inflamatórias que acontecem na pelve, além de falhas de implantação do embrião e abortamentos precoces são frequentes em portadoras de endometriose.

Apesar de toda evidência de que a endometriose possa afetar o número de óvulos produzidos, a qualidade dos embriões formados e a evolução da gestação, vários estudos clínicos ainda não conseguiram relacionar o estágio da endometriose aos resultados em ciclos de reprodução assistida.

Assim, quando avaliamos uma paciente com endometriose e infertilidade, devemos levar em consideração a idade, a duração da infertilidade, a história familiar, a presença de dor associada ao estadiamento da doença a fim de formular uma melhor estratégia de tratamento.

Portanto, em mulheres submetidas a procedimento cirúrgico com diagnóstico de doença estágios I (mínima) e II (leve) com tubas uterinas pérvias, a excisão completa dos focos seguido de indução de ovulação com Coito Programado - que consiste no uso de medicações para indução de ovulação acompanhada de ultrassonografia transvaginal seriada para controle de ovulação, isto é, medição dos folículos até que estes alcancem um tamanho de 20mm e após isto programa-se a relação sexual, por isso o nome Coito Programado ou Namoro Programado -  e inseminação intrauterina  (IIU) - que consiste no mesmo princípio do Coito Programado, porém quando os folículos atingirem o tamanho de 20mm, é realizado um preparo de sêmen no qual somente os espermatozoides móveis e progressivos são inseminados no útero da paciente) devem ser considerados , principalmente em pacientes com idade inferior a 35 anos.

Nas pacientes com 35 anos ou mais, e que apresentem uma baixa resposta ovulatória ao estímulo ou àquelas que têm tubas uterinas obstruídas, devem ser preferencialmente tratadas por meio das técnicas de maior complexidade, como a Fertilização in vitro (FIV) ou a Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).

Já em mulheres com endometriose estágios III (moderada) ou IV (grave) a FIV ou o ICSI (que consiste na micro-injeção de um único espermatozoide no citoplasma do oócito-óvulo) devem ser indicadas como primeira linha de tratamento complementar para a infertilidade após abordagem cirúrgica, por fornecerem melhores taxas de sucesso.

Sobre a doutora Graciela Morgado Folador:


Ginecologista e obstetra, Graciela Morgado Folador tem Pós-graduação em Endometriose, em Cirurgia Minimamente Invasiva, em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida e Especialização em Vídeo-histeroscopia. É membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e da Advancing Minimally Invasive Gynecology Wordwide (AAGL). É médica-colaboradora do setor de Endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo, USP. Siga a fanpage da doutora Graciela

quinta-feira, 23 de junho de 2016

"COM A PALAVRA, O ESPECIALISTA" DOUTOR HÉLIO SATO!!

Em mais uma "Com a Palavra, o Especialista", o doutor Hélio Sato fala sobre a cirurgia de returada de endometrioma durante a gestação e também porque algumas mulheres sentem cólicas durante a amamentação. Graças a Deus eu não tive nenhuma dor na minha gestação e muito menos na amamentação. Eu ainda amamento minha filha de 1 ano e três meses e sou muito grata por ainda viver esse momento especial entre mãe e filho. Todos aqueles problemas que muitas mulheres relatam no início da amamentação eu não tive. Minha princesa teve a pega correta logo de primeira e meus seios nunca racharam, nunca sangraram. Agradeço muito a Deus por me presentear com esta dádiva. Mas para quem não consegue amamentar, você não é menos mãe por isso. O mais importante é o amor e a forma como você trata seu filho. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


 Perdi o ovário esquerdo, fiz FIV e estou esperando gêmeas, estou de cinco meses. Tenho sentido muitas dores e descobri que se trata de um enorme endometrioma no ovário direito. Vou precisar operar grávida, pois as dores estão cada dia pior e insuportáveis. O doutor já teve algum caso parecido? É possível operar e continuar a gravidez normalmente? Anônima

Doutor Hélio Sato:  Via de regra, durante a gravidez os implantes de endometriose ficam inativos pela alta quantidade de progesterona que é produzida inicialmente pelo ovário e posteriormente pela placenta. Assim, sugiro reavaliar se de fato o cisto é um endometrioma e também se a dor é causada pelo cisto. E, tenta-se todas as alternativas anteriormente à intervenção cirúrgica durante a gravidez. Porém, se eventualmente o cisto estiver em crescimento ou outras possibilidades da dor forem descartadas, pode-se partir para a cirurgia que neste fase, normalmente, é feita com corte. Pois, em decorrência do grande volume do útero limita a laparoscopia.

– Quando amamentei minha filha eu quase não tinha leite e morria de dor por conta da endometriose, eu sentia muita, muita cólica. O que tem a ver a amamentação com a cólica? Luciane Cunha - Paquistão

Doutor Hélio Sato:  O estímulo dos mamilos durante a amamentação libera a ocitocina, hormônio produzido pelo hipotálamo (estrutura do cérebro) que tem como função contrair células musculares que estão em tornam dos ductos que transportam o leite do fundo da mama para o mamilo. Porém, esta ação, também, ocorre no músculo uterino e deste modo, ocorrem contrações vigorosas que levam às cólicas durante a amamentação. E, este fenômeno auxilia no controle do sangramento após o parto.

Sobre o doutor Hélio Sato: 

Ginecologista e obstetra, Hélio Sato é especializado e endometriose, em laparoscopia e em reprodução humana. Tem graduação em Medicina, Residência Médica, Preceptoria, Mestrado e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e foi corresponsável do Setor de Algia Pélvica e Endometriose da mesma instituição. 

Hélio Sato tem certificado em Laparoscopia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e de Obstetrícia. É membro da AAGL “American Society of Gynecology Laparoscopy” e é coordenador de pesquisas da clínica de reprodução humana GERA e está à frente nas seguintes linhas de pesquisas: endometriose, biologia celular e molecular, cultura celular, polimorfismo gênico e reprodução humana. (Acesse o currículo Lattes do doutor Hélio Sato). 


terça-feira, 21 de junho de 2016

"A VIDA DE UM ENDOMARIDO": OS CAMINHOS DA VIDA - MINHA DECISÃO DE TRABALHAR EM OUTRO PAÍS!

imagem cedida por Free Digital Photos

Em "A Vida de um EndoMarido" Alexandre abre um pouco de sua vida, fala de seus últimos acontecimentos para ajudar quem está passando pelo mesmo dilema. Ele recebeu uma proposta de trabalho e deixou Portugal rumo a Inglaterra, mas ele foi só, deixando sua esposa em seu país natal. Aqui ele conta porque tomou esta decisão, como está sendo viver longe de quem ama, em especial, de sua esposa, e o que ele espera do futuro. Não deve ser fácil viver longe de quem se ama, mas já ouvi muitas mulheres se queixando dos maridos que trabalham em outra cidade, imagine se fosse em outro país? Mais um texto para refletir que vai alimentar ainda mais sua fé e sua perseverança diante dos obstáculos que a vida nos impõem. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar


Os caminhos da vida - minha decisão de trabalhar em outro país.

Depois de um bom tempo sem postar nada, finalmente consegui parar um pouco para refletir. Vou falar um pouco do que me aconteceu nesses últimos meses. Não para falar da minha vida particular, que eu acho que as outras pessoas iriam achar muito sem graça, mas porque existem alguns paralelos às de muitos endomaridos por aí, em Portugal, no Brasil e no resto do mundo.

Depois de anos me sentindo estagnado, aprisionado em um emprego que me permitia pagar as contas, mas o qual eu já me arrastava para sair de casa e não via a hora de voltar no final do dia, a vida me trouxe uma oportunidade. Recebi uma oferta para me mudar para Inglaterra, um novo começo, uma nova chance, talvez um novo sorriso e alegria sempre que o Sol surge no horizonte.

Vamos por partes: o que significa uma porta aberta assim? E o que implica? 
Bom, aqui eu só posso falar da minha experiência pessoal. Depois de anos sem ver melhorias nenhumas, sempre com aquele gosto amargo na boca de saber que servia o patrão e o patrão se servia de mim; traduzindo, aumento de salário que é bom nada (estou até escutando a multidão falando que também conhece essa dor), sem evolução técnica e com o mercado de trabalho esgotado, você sonha com a mudança, mas quando cai na real... “Eu quero mudar, mas onde tem? Vou para onde?” E a responsabilidade nas costas, as contas mensais para pagar, acaba se acomodando e vai ficando, levantando as mãos para o céu e agradecendo pelo que tem, pede paciência e coragem para ir levando.

Quando uma chance dessas cai no seu colo - aquele velho sonho na beira de se tornar realidade -, você treme na base. A gente nem acredita que seja verdade, parece mesmo um sonho. E quando a gente sofre por um bom tempo, chega uma hora em que você fica com medo de sonhar, pois quando acordar do sonho vai estar tudo igual, nada mudou apenas o tempo passou. Parece que ganhou o primeiro prêmio da loteria e está com medo de recolher o dinheiro.

Claro que isso gera dúvidas, receios, balança o casal. Como vai ser, depois de anos juntos todos os dias, ficar afastado assim?! Será que a gente vai resistir? Será que vai dar certo? Será que é tudo o que a gente espera e precisa? Só tem um jeito de descobrir minha gente: é seguir em frente, com coragem, com medo, com fé, com ambição, responsabilidade, tudo no embrulho, mas vai.

Várias foram as coisas que me fizeram dar esse passo. Além de tudo o que já falei, a concordância da minha esposa teve um peso enorme na minha decisão. Aceitei a proposta de trabalhar na Inglaterra. Um time trabalha junto, e se eu estou batalhando para trazer o melhor para minha casa, para poder cuidar dela, é importante que estejamos ambos na mesma linha de pensamento.

Muitas foram as noites em que sentamos junto da lareira, eu, ela e a nossa cachorra e conversamos sobre o que iria acontecer. Para quem pondera dar o mesmo passo, ou deu faz pouco tempo, de certo que muitos já falaram que não é fácil, que a gente sofre e que por vezes não compensa. A vida é um risco constante gente. Tudo o que o povo fala sobre emigrar é verdade, o bom e o ruim, apenas dependendo do caso varia nas proporções. Tem gente que vai atravessar uma dureza danada, outros terão mais sorte, mas o coração fica dividido, e uma parte está com a gente e a outra fica com quem a gente ama. E tem hora que bate a saudade, a gente se emociona quando vê alguma coisa da nossa terra. Vocês não imaginam o que eu pagaria por uma açorda de alho feita pela minha mãe, um bacalhau no forno feito pela minha esposa, o cheiro do rio que me viu nascer, os banhos de mar, o café expresso...

Apesar de afastados, enquanto casal nos sentimos mais unidos do que nunca. Ela sabe por que eu estou fazendo isso, e eu sei por que estou aqui. Agradeço a Deus pelo que recebi, o trabalho é duro, mas é outra vida.

Dentro de alguns dias vou fazer 40 anos, e não vou ter nenhuma das pessoas mais importantes para mim por perto. Confesso que custa a engolir, quando caiu a ficha bateu uma tristeza, mas felizmente aprendi com os muitos e bons amigos brasileiros que tenho que sacudir a tristeza, nem que seja preciso tirar o pé do chão. E agradeço a vocês (brasileiros) pela riqueza de ritmos musicais que em muitas horas me ajudam a deixar para lá alguns pensamentos.

Mais uma vez, não falo isso para me lamentar, é mais um exemplo de que perdemos certas coisas da vida que só valorizamos quando não temos. Emigrar é trocar muitas coisas por um objetivo. É correr atrás de um sonho, mesmo que seja descalço e com pedras e espinhos no caminho. Tem hora que uma parte de você quer voltar, mas a outra segura a parada. Por vezes você encontra alguém do seu país e é a maior alegria, ou no supermercado descobre uma fruta de lá e bate um orgulho, ou um vinho, azeite... acho que dá para entender.

Deixem que vos fale uma coisa, só o amor segura a gente no caminho certo. E só um amor maior faz você deixar para trás as coisas com que você se acostumou e segurar a saudade. Sua vida pode até ser ruim, você pode passar a maior dureza, nada corresponde aos seus sonhos de outrora, mas eu garanto, depois que sai do seu canto, o que você reclama hoje que é cafona, brega, mixa, você vai amar quando passar um tempo afastado. São suas raízes, é seu povo, é seu canto. Em Portugal eu via o imenso orgulho com que os brasileiros exibiam a bandeira brasileira, a saudade com que falavam de seu país e suas cidades e a disponibilidade com que surgia uma batucada com os primeiros acordes de um samba qualquer. Eu que não sou besta, percebi o que estava acontecendo ali, mas hoje mais do que perceber, eu sinto. Você pode tirar a pessoa da raiz, mas não pode tirar a raiz da pessoa, não tem como. Está no sangue e só a terra come essa herança.

Não posso reclamar dos ingleses, eles são um povo educado na maioria dos casos, mas a cultura é diferente, os hábitos também, e demora para fazer amizade com as pessoas. Para os maridos, namorados, companheiros que seguirem o mesmo caminho, não desistam. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Firmem na vossa fé, seja qual for e entrem de cabeça. Não se isolem, busquem um círculo social, curtam um pouco da vida e limpem a cabeça, ou não resistirão muito tempo.

Para as portadoras agora, eu sei o aperto que surge no coração de vocês, as dúvidas, acreditem eu sei muito bem tudo o que está passando nas vossas mentes. E só posso fazer uma pergunta: "Vocês sabem quem é o homem que está do seu lado?" É uma prova de fogo, mas o jeito que o Criador fez o homem que está ao seu lado não muda. Se ele é honesto perto de você, vai ser honesto mesmo estando longe. Cafajeste tanto faz sujeira longe como perto. Se o homem vai se sacrificar ficando longe para conquistar uma vida melhor, confiem nele e apoiem, não lancem dúvidas sobre a índole e a conduta dele. Eu não passei por isso, mas sei que ia doer demais.

Peço desculpa por não ser um texto muito cabeça, mas foi totalmente escrito de coração. Eu quis que o sentimento transparecesse para dar o retrato mais fiel possível do que é estar numa situação dessas. Muita calma para quem quer fazer o mesmo caminho fortaleçam a vossa casa conversando tudo o que tem para conversar, um abraço forte para os que já soltaram amarras e sabem muito bem o que descrevi, e coragem para todos. Por vezes não entendemos o porquê de tantas provações que a vida nos traz, mas não entender não significa que não exista um propósito. Os anos em que eu passei por desespero, hoje vejo que foram preparação para tudo o que me encontro, essas experiências que eu achei ruins fizeram com que alguns dos desafios que surgem agora sejam fichinha. Estamos em constante evolução, mas a vida acha um jeito de as coisas darem certo, basta que você não lute contra o que Deus coloca no seu caminho. 
A sua cruz pode parecer exageradamente pesada, mas lá na frente ela poderá ser a ponte que te permitirá chegar ao destino que tanto deseja. Então, não peça para Deus diminuir sua cruz, talvez, ela seja a maior benção que você recebeu ainda que nesse momento possa parecer uma maldição. Peça coragem e força para seguir em frente sorrindo tanto quanto possível, com amigos para lhe darem uma mão quando tudo parecer perdido.

Aquele abraço para todos, e como dizia um grande Português, entretanto, já falecido: façam o favor de serem felizes.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

PUBLIEDITORIAL: JUNHO, MÊS INTERNACIONAL DA INFERTILIDADE – O DIENOGESTE É UM CONTRACEPTIVO?


Por Caroline Salazar

Junho é o mês mundial da infertilidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 15% da população mundial é infértil. A infertilidade atinge um a cada cinco casais no mundo, só no Brasil estima-se cerca de 8 milhões. Segundo a OMS, o casal pode ser considerado infértil se estiver há mais de um ano tentando engravidar, mantendo relações sexuais frequentes e sem o uso de preservativos. Após os 35 anos o casal tem o prazo de seis meses para ter sucesso de uma gestação. Caso contrário entra para a estatística da infertilidade, que pode ser por parte do homem, da mulher ou de ambos. Por isso antes de tentar engravidar é imprescindível que o casal faça exames para saber como está sua saúde reprodutiva.

Entre as possíveis causas de infertilidade da mulher está a endometriose. Cerca de 40% das endomulheres são inférteis. Este número corresponde às que são assintomáticas, ou seja, àquelas que não têm cólica menstrual ou nenhum outro sintoma da doença. O tratamento para a infertilidade é a videolaparoscopia, porém, para àquelas que não querem engravidar no momento, o tratamento mais moderno não invasivo é o uso do dienogeste 2mg (Alurax). No entanto muitas endomulheres ainda têm na dúvida se este remédio é ou não um contraceptivo. Mais uma vez, quem irá esclarecer essa dúvida é a Laura, nossa endomulher virtual.  

- O dienogeste (Alurax) é um anticoncepcional?

Laura: O dienogeste (Alurax), também chamado de minipílula, é um derivado de progesterona e já possui ação anovulatória que impede a ovulação, e consequentemente, a gravidez. Portanto, quem toma este medicamento consegue manter o controle de seu planejamento familiar. Mas te aconselho a consultar seu especialista para obter mais informações.

O Alurax é fabricado pela Momenta Farmacêutica e contém 30 comprimidos. A Momenta é um laboratório do grupo Eurofarma, é totalmente brasileiro e tem como missão "promover o acesso à saúde e à qualidade de vida com tratamentos a preço justo”. Com cerca de três anos de atuação, a Momenta já é reconhecida pela comunidade médica, pelos farmacêuticos, farmacistas e tem a mesma confiabilidade do laboratório-mãe.

Algumas redes de drogarias estão vendendo pela internet o Alurax muito mais em conta que nas farmácias físicas – cerca de 20% mais barato que o preço original -, como é o caso da Drogaria São Paulo e Drogasil. Se você tiver dificuldade de encontrar o Alurax em sua cidade, para mais informações vou deixar o telefone do SAC para você saber quando ele estará disponível na farmácia mais próxima de sua casa: 0800 703 1550 ou se preferir envie email para central@momentafarma.com.br

segunda-feira, 13 de junho de 2016

"SAÚDE E BEM-ESTAR": O FORMATO E OS TIPOS DAS FEZES, A CONSTIPAÇÃO INTESTINAL E A POSIÇÃO CORRETA PARA EVACUAR!

Em 2011 escrevi despreteciosamente um texto sobre as fezes das portadoras intitulado "Como são as fezes das portadoras de endometriose". Nele falei sobre a minha dificuldade em evacuar, o formato e tudo que envolvia as minhas fezes. Este post audacioso rodou o mundo e ainda faz o maior sucesso. É o terceiro mais lido do blog! Praticamente todas as portadoras que leu se identificou com ele. A maioria disse que era como se eu tivesse colocado uma câmera no banheiro delas, de tão real que foram as minha palavras. Além das endomulheres, médicos de vários cantos do mundo também me parabenizaram pelo texto. Por conta do sucesso desse post e para tirar ainda mais dúvidas das leitoras convidei a fisioterapeuta Ana Paula Bispo para falar sobre a constipação intestinal (que afeta milhares de endomulheres), os formatos e os tipos de fezes, e também sobre a posição correta para evacuar. Você sabia que evacuar sentada está errado? Você sabia que segurar as fezes pode causar a constipação intestinal? Mais um conteúdo exclusivo que você só encontra no A Endometriose e Eu. Beijo carinhoso! Caroline Salazar


Por doutora Ana Paula Bispo 
Edição: Caroline Salazar

A constipação intestinal crônica é definida como a presença de duas das seguintes queixas em no mínimo 25% das evacuações e por pelo menos 12 semanas nos últimos 12 meses:

         Esforço aumentado;
         Fezes em cíbalos (bolinhas) ou endurecidas;
        Sensação de esvaziamento incompleto (sensação de que ainda ficou fezes no reto);
         Sensação de obstrução ou bloqueio anorretal;
         Manobras digitais para facilitar;
         Menos que três evacuações por semana.

A constipação intestinal pode ser ocasionada por uma disfunção dos cólons ou de estruturas de região anorretal, retardo do trânsito no intestino grosso ocasionado por um distúrbio motor primário associado a várias doenças ou uso de alguns medicamentos, ou por transtorno da evacuação.

No transtorno da evacuação, a eliminação do conteúdo do intestino é inibida em consequência da hipertonia (tensão) do canal anal ou da incoordenação entre os músculos do assoalho pélvico e o músculo esfíncter anal interno (músculo do ânus de contração e relaxamento involuntário). Quando a permanência é muito prolongada do conteúdo intestinal na luz do reto, leva ao endurecimento das fezes e a dilatação do reto, que é também um transtorno da evacuação.

As pessoas que tem constipação intestinal possuem um formato de fezes diferentes daquelas que o intestino funciona corretamente. Uma escala médica foi desenvolvida para classificar os tipos de fezes, chamada de Escala de Bristol. Fezes no formato tipo 1 e tipo 2 são características de constipação intestinal. 

As pessoas que tem constipação intestinal possuem um formato de fezes diferentes daquelas que o intestino funciona corretamente. Uma escala médica foi desenvolvida para classificar os tipos de fezes, chamada de Escala de Bristol. Fezes no formato tipo 1 e tipo 2 são características de constipação intestinal.

Fonte: Blog Nutrição e assuntos diversos
Num estudo realizado em 2007 com mulheres com endometriose com comprometimento do trato gastrointestinal (TGI), foi constatado que 27,5% delas tinham constipação intestinal dentre outras queixas gastrointestinais.

Como evitar a constipação intestinal?

Não adiar a evacuação:

Uma das principais funções do intestino é a absorção de água e sais minerais. A água que existe no bolo alimentar vai sendo absorvida ao transitar pelo intestino, transformando esse bolo alimentar em fezes. Quando se evita evacuar (ou seja, "segurar"), as fezes ficam dentro do intestino por mais tempo do que deveria, ressecando mais do que o normal, dificultando a saída e mantendo as fezes por mais tempo na ampola retal (a porção final do reto que serve de depósito final para as fezes que serão evacuadas), tornando ainda mais difícil o ato evacuatório.

Portanto, reprimir o desejo de evacuar durante viagens, ou quando se está fora de casa, acaba sendo uma das maiores causas de constipação, especialmente entre as mulheres que, por vergonha, acabam desregulando o funcionamento intestinal natural.

Dieta adequada:

É necessária uma mudança nos hábitos alimentares de uma maneira global, inclusive, na ingestão de água. É de fundamental importância um acompanhamento com um nutricionista.

Evitar problemas que causam dor local:

Qualquer coisa que cause dor ou desconforto na região anal, como fissuras anais e hemorroidas, vão fazer com que a mulher tente evacuar o mínimo de vezes possível. E as fezes ficando mais tempo no intestino, vão ressacar mais, dificultando ainda mais a sua saída, causando mais dor e iniciando um ciclo vicioso onde evacuar torna-se cada vez mais doloroso e complicado.

Tratar a Incoordenação dos músculos do assoalho pélvico (MAP):

É comum encontrar mulheres cuja causa da constipação seja incoordenação muscular, ou seja, para evacuar, elas relaxam os esfíncteres anais, mas contraem os MAP (músculos do assoalho pélvico) dificultando ou até impossibilitando a evacuação.

Esse não relaxamento dos MAP, em especial, o músculo puborretal, é chamado de anismo. Conhecer e aprender a contrair e relaxar de maneira apropriada o músculo geralmente é suficiente para resolver o problema.

Posição correta para evacuar:

Nós nascemos para defecar agachados. Os seres humanos fizeram isso por muitos milênios, até a chegada dos banheiros modernos.

Quando você está sentada formando um ângulo de 90 graus entre o tronco e o quadril, o seu reto, que é por onde as fezes passam, fica “dobrado” porque o músculo puborretal não relaxa completamente. Quando você está agachada ou com um apoio nos pés, a angulação diminui, permitindo o relaxamento completo do puborretal e o esvaziamento completo do reto.

Fonte: Puraeco

Fonte: Hypescience
Portanto, quando for evacuar, sente com um apoio nos pés, tire a calcinha pelo menos de um dos pés (não pode ficar apoiada nos joelhos nem nos tornozelos), afaste levemente as pernas e incline o tronco levemente para frente, o suficiente para que os cotovelos possam ficar apoiados sobre os joelhos.

Procurar formas alternativas de proteção para evacuação é importante para quando o desejo evacuatório surgir fora de casa, como por exemplo, forros descartáveis para cobrir o assento do vaso sanitário.

A fisioterapia pélvica dispõe de vários recursos que podem auxiliar no tratamento da constipação intestinal crônica, são eles: biofeedback manométrico ou eletromiográfico que trata a incoordenação dos músculos do assoalho pélvico, balonete retal para treino evacuatório e massagem abdominal no sentido do trânsito colônico.

Sobre a fisioterapeuta Ana Paula Bispo:

Ana Paula Bispo é fisioterapeuta, atualmente faz doutorado em Urologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é mestre em Ginecologia pela Unifesp, mesma instituição que fez especialização em Reabilitação do Assoalho Pélvico, e docente do curso  de Pós Graduação de Fisioterapia em Uroginecologia da Universidade Estácio de Sá. Siga a fanpage da doutora Ana Paula Bispo.