terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A HISTÓRIA DA PORTUGUESA BÁRBARA RIBEIRO E SUA ENDOMETRIOSE NO SEPTO RETO-VAGINAL!!



Bárbara Ribeiro no Parque de Ciutadella em Barcelona, na Espanha, em 2009

Após nossa mensagem de Natal e de Ano Novo, o A Endometriose e Eu encerra o ano contando mais uma história do exterior e com final feliz: a da portuguesa Bárbara Ribeiro, natural da cidade do Porto. Final feliz porque hoje Bárbara quase não tem dores e isso é uma grande vitória para quem conviveu com as terríveis crises de dores da endometriose. Ainda falta a relização de um sonho dela, mas com fé e perseverança, com certeza, Bárbara irá conquistá-lo. A intenção desta coluna é mostrar que a doença se manifesta de diversas formas, independente do grau, do local e da mulher. E com este artigo encerramos nossa postagem de 2013. Sai 2013 e entra 2014.

Aliás, 2014 será um no incrível! Será um ano de muito, muito trabalho! Como sempre! Um ano de mudanças e transformações! De acordo com a numerologia, o ano 7 representa a busca pela sabedoria e pelo autoconhecimento. O novo ano terá a vibração das pedras ametista, fluorita rosa e alexandrita. A primeira transmuta as energias, nos dando bem-estar. Já a segunda aumenta nossa concentração, nos acalma, nos fortalece e favorece o amor. Ah, o amor, o que tanto pregamos no blog! E a terceira nos ajuda a reestruturar nossa mente, nosso corpo e nosso espírito. E dá o equilíbrio emocional e o espiritual. E eu espero que muitas endo mulheres possam ter este equilíbrio da mente, já que a doença mexe muito com a nossa cabeça.

Segundo a astrologia, a partir de 20 de março, Júpiter, o maior planeta do sistema solar, vai reger o ano que está chegando. É o planeta da prosperidade e da fartura, será um ano mais alegre, sem deixar de lado os bons princípios morais e éticos. E olha, eu espero mesmo que os seres humanos se tornem cada vez mais éticos e honestos, principalmente, aqueles que se dizem lutar por alguma causa. Que essas pessoas não tenham egos gigantes, que elas lutam realmente pelos seus semelhantes e não para seus egos. E que a honestidade impera nessas pessoas, porque um dia Deus irá mostrar quem foi honesto nos atos e quem não foi. Pode demorar, mas as trapaceadas hoje ocultas, um dia se tornarão explícitas. Afinal, estamos juntas numa mesma causa, em prol de milhões de pessoas, mas o egocentrismo do ser humano faz com que alguns tentem lutar pelo seu próprio egoísmo e não pela causa, no mais real significado da palavra. 

Já no horóscopo Chinês, que inicia em 1° de fevereiro, 2014 é o ano do Cavalo (aliás, meu regente Chinês!). O ano do Cavalo verde de madeira promete muito movimento, poder, energia e entusiasmo. Será um ano de progresso para quem luta e para quem não se intimida de suas dificuldades. Será importante entrar em contato com a natureza e cultive plantas dentro de casa. Porém, para que haja essas mudanças em nossas vidas, é preciso antes de tudo haver mudanças dentro de nós. Sim, se você quer mudar o planeta, e para que esta mudança realmente aconteça, é preciso mudar seu interior primeiro. Senão, isso não vai acontecer. Já faz um tempinho que estou adotando esta segunda opção, e você?


Quem quiser ter sua história publicada no blog é só escrever para carolinesalazar7@gmail.com e coloque o título "História das leitoras". É o blog mais completo do mundo e o único que retrata histórias de suas leitoras mundo afora. Leia também os testemunhos das portuguesas Carla Cerqueira e Sara Ferreira e o da americana Candice, que teve endometriose no pulmãoalém da pelve, claro. Leia todas as histórias já publicadas na seção "História das Leitoras". Você quer que a endometriose seja reconhecida como uma doença social e de saúde públicaContinue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

"Meu nome é Bárbara Ribeiro, sou portuguesa, sou natural da cidade do Porto, mas moro em Marco de Canavezes, tenho 30 anos e sou tradutora de língua Gestual Portuguesa. A minha história não tem nada de espantoso, mas mesmo assim é a minha história com a endometriose. Menstruei pela primeira vez aos 14 anos, nessa altura não tive dor, andei uns dois anos mais ou menos sem dor. Mas por volta dos 16 anos começaram as dores, a cada mês e cada ano ia tomando remédio mais forte e nada aliviava as dores na altura da menstruação. Os médicos diziam que era normal e que quando tivesse filhos que ia passar. E de fato eu via algumas colegas com dores na altura da menstruação também, daí que na minha cabeça era normal às mulheres sofrerem com a menstruação.

No dia que fiz 20 anos fui pela primeira vez ao ginecologista, que me receitou Diane 35 e as dores melhoraram muito. Tinha meses que nem sentia dor. Com mais ou menos aos 24 anos as dores voltaram, e meu ginecologista dizia ser normal. Já com 26 anos, uma bela tarde de março de 2010, estava a ver um programa de tevê e a história de uma mulher que contava que sofreu desde nova com dores terríveis no período da menstruação ao ponto de ficar internada. Ela falou também que não conseguiu engravidar, até que descobriu que afinal tinha endometriose. Essa história me chamou atenção. Foi aí que ouvi pela primeira vez a palavra Endometriose.

E foi a primeira vez que percebi que a minha dor tinha um nome, e afinal, que essa minha dor não era um exagero meu. Nesse mesmo dia liguei a marcar com meu Ginecologista, cheguei ao consultório e falei : "Eu acho que tenho endometriose". O médico examinou-me, disse que era possível, mas que não conseguia ver nada. Então escreveu uma carta para eu entregar ao Centro de Saúde para me encaminharem para o Centro Hospitalar da minha área. Claro que eu nunca entreguei essa carta, pois nem tenho médico de família. Nem todo mundo tem esta possibilidade. Estava com muito medo, mas mesmo assim fui para a internet pesquisar sobre a endometriose. E foi assim que encontrei o nome do médico que era mais conhecido na Zona Norte do País com experiência em endometriose. Marquei consulta e no exame de toque foi detectado o meu nódulo no septo reto-vaginal. A minha dor não era fingimento, havia ali um motivo...fiquei de rastos...

Seguiram-se os exames, ressonância magnética, Uro-Tac, ecografia. Todos esses exames com médicos treinados para conseguirem ver a endometriose. Tudo foi confirmado com exames. Comecei a fazer tratamento com pílula continua, e falou-se em cirurgia. Um ano depois fiz tratamento com Lucrin Depot (nota da editora: medicação que induz a menopausa precoce com a finalidade de barrar o estrogênio do corpo da mulher), mas não deu certo. Comigo surtiu o efeito contrário e o nódulo aumentou. Em outubro de 2011 fiz a minha cirurgia, que foi muito bem sucedida, não haviam outros órgãos comprometidos, o que me deixou muito feliz, acho que no meio disto tudo sou uma sortuda, mas também fui parar nas melhores mãos, a do doutor António Alves.

Hoje faço consultas de 6 em 6 meses, faço uso de pílula continua, a Cerazette. Nestes três anos que estou neste tratamento menstruei quatro vezes. Na primeira não tive dor, mas das outras vezes a dor voltou. Felizmente para mim, a dor só vem junta com a menstruação e como quase nunca menstruo, raramente tenho dor. Dois anos depois da cirurgia, sinto-me bem. O meu grande sonho é e sempre foi ser MÃE, espero que Deus me permita realizar esse grande sonho. Claro quando  eu tiver todas as condições necessárias para isso na minha vida. Dou graças para aquela mulher ter ido aquele programa de tevê dar o seu testemunho, pois foi graças a ela que descobri a doença e que me pude começar a tratar, hoje mantemos contato! É muito importante descobrirmos a doença a tempo, para que nos possamos policiar, estar atentas a novos sinais e sintomas da doença. Beijo carinhoso, Bárbara"

domingo, 29 de dezembro de 2013

UM 2014 COM MAIS: AMOR, FÉ, ESPERANÇA, AMOR, CARINHO, ABRAÇOS, BEIJOS, PERSEVERANÇA...

Feliz ano-novo, adeus ano velho, que tudo se realize no ano que vai nascer... Na virada do ano, deixo uma mensagem de esperança dando continuidade ao último artigo do Alexandre, em "A Vida de um Endo Marido", e da nossa mensagem de Natal. Dessa vez, com o auxílio de uma grande diva da nossa musica, uma genuína brasileira, uma mulher que admiro por vários motivos. Impossível melhorar a perfeição de uma mensagem assim, por isso vou deixar que a voz linda dela mostre o que a equipe do A Endometriose e Eu deseja a todas endo mulheres e a todos os endo casais para 2014, um ano que promete ser mágico  e inesquecível. Ao casal que tiver enfrentando a dor e os obstáculos da endo, pedimos uma coisa: tenha esperança, acreditem sempre, estejam ao lado um do outro. É duro, ninguém questiona isso, mas a fé e o amor ajudam a superar qualquer obstáculo. E aqueles que acreditam e que tenham fé, com certeza, não só ultrapassarão os obstáculos, mas os conquistarão.

E vamos emanar ao mundo, pedir que as pessoas tenham mais: amor, fé, esperança, perseverança, abraços, carinho, beijos, amor (sim, mais uma vez, porque precisamos espalhar mais amor no mundo, e este sentimento é a premissa do blog), alegria, paz.... vamos ter como nosso exemplo nosso mestre Jesus, e espalhar amor por onde quer que a gente vá.

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. João 9

Mas os que esperam no senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão. Isaías 40:31
  
Ainda que não se enxergue a luz no fim do túnel, a fé de que vai estar lá na frente pode ser inabalável. Pois, os cegos podem ver, e os que vêem podem passar a vida sem enxergar. Acreditar se faz com os olhos do coração, ele vos diz que vale a pena lutar por um relacionamento, mesmo que através das maiores tempestades.

Com vocês, Ivete Sangalo – Quando a chuva passar



Um ano cheio de conquistas, com muita saúde e felicidade, de novas oportunidades e possibilidades para todos, são os votos da equipe do A Endometriose e Eu. Beijo com muito carinho e amor! Caroline Salazar e equipe!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"A VIDA DE UMA ENDO MAMÃE": 17ª SEMANAS, ULTRASSOM MORFOLÓGICO E ALGUMAS NOVIDADES!

imagem cedida por Free Digital Photos


No texto de hoje, Tatiana fala sobre a chegada a 17ª  semana de gestação, a realização do ultrassom morfológico, que ela ainda vai falar mais sobre isso aqui, das notícias boas das últimas semanas e também de uma ruim que mexeu muito com a nossa endo mamãe. Gente, esse nosso endo sobrinho já está tão levado dentro da casinha que imagino a sapequice de quando ele sair dela! Isso é maravilhoso, pois significa que está tudo bem com ele ou com ela. Ai, ai... essa minha curiosidade em saber o sexo das mamães gestantes é muito grande!

Bom, não vou me estender muito, pois estou viajando com minha família, mas claro que o A Endometriose e Eu não para nunca. Posso estar na China que sempre levarei comigo meu fiel escudeiro para trabalhar... Ossos do ofício de jornalista e ainda mais de uma blogueira que é completamente apaixonada pelo que faz. E o mais importante, além de saber relatar aquilo que até hoje nenhuma portadora de endometriose teve coragem de escrever,  é saber que estamos no caminho certo (sim, estamos, no plural, porque o blog não seria o que é hoje, o mais completo do mundo sobre endometriose, senão fosse os colaboradores voluntários). 

Obrigada a todos pela confiança e carinho! Agora foi pegar uma praia porque também não sou de ferro! Continue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

Por Tatiana Furiate

Espero que todas tenham passado uma noite de Natal maravilhosa! Vamos lá saber como está o nosso lindo bebê. Tenho algumas novidades e uma notícia triste, que mexeu muito comigo nas últimas semanas. Uma amiga da igreja que frequento também estava gestante, com o mesmo tempo que eu, porém, infelizmente, em seu último ultrassom, foi constatado que o coração do bebê não tinha mais batimentos cardíacos e não estava se desenvolvendo conforme o tempo da gestação.

 Confesso que esta história mexeu muito comigo naquela semana. Faz 10 anos que ela tenta engravidar. Mas sabemos que a natureza é sábia e se Deus permitiu que ela não tivesse o bebê, existe algum motivo para isso, o qual não sabemos. Eu também já passei por isso, antes desta minha gestação, como já contei  na estreia da coluna. Confesso que estou um pouco sem jeito de conversar com ela, pois minha barriga já está bem aparente, e com certeza, isso poderá mexer com os sentimentos dela. Mas peço ao Senhor para consolar seu coração... Afinal, só Ele mesmo para tanta sabedoria.

Enfim, já estou completando 17 semanas. Isso mesmo, como está passando rápido essa gestação. Lembra que em nossa última conversa ainda relatei sobre os enjoos, cansaço e mal estar? Pois é, graças a Deus essa fase passou, estou bem melhor, já consigo acordar sem ter que sair correndo para ir ao banheiro. Já estou conseguindo me alimentar um pouco melhor. E não pense vocês que engordei muito. Em minha última consulta de pré-natal, meu médico me parabenizou, pois estou me comportando muito bem (risos). Estou de olho na balança, pois estamos chegando na 20ª semana e essa fase é complicada, onde o peso do bebê dobra a cada semana, ou seja, a mamãe também engorda muito.

Também tenho outra novidade: já estou sentindo meu pequeno se mexer, nossa que sensação maravilhosa! É a melhor que existe. Até esta fase às vezes nos esquecemos de que estamos grávidas, mas, a partir de agora, o pequeno faz questão de avisar que esta bem em sua casinha. E vocês não vão acreditar esse pequeno nem nasceu e já puxa o saco do papai, cada vez que escuta sua voz, o bebê faz festa na minha barriga.

E também não posso esquecer-me de relatar como foi o dia do ultrassom morfológico do primeiro trimestre. Foi mágico! Ficamos na sala por volta de 40 minutos, simplesmente, por que esse pequeno bebê não parava de se mexer e a médica não conseguia concluir o exame. O morfológico é de muita importância, pois é nesta fase que se verifica o desenvolvimento neurológico, membros inferiores, superiores, crânio, coluna e se o bebê terá alguma doença genética. Graças a Deus está tudo perfeitinho com o nosso bebê, apesar de dar um trabalhão para a médica, a qual preciso parabenizá-la pela paciência, pois muitos outros não teriam.

Estarei deixando para a próxima postagem os desenvolvimentos semanais, pois acho que já falei demais (risos). É isso minhas amigas, estou muito feliz e agradecida a Deus que tudo está correndo bem com nosso abençoado bebê. Aproveito para desejar para todas um 2014 repleto de bênçãos e que o Senhor possa realizar os desejos de todas nós neste novo ano que em breve se inicia. Beijos carinhosos!!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

"A VIDA DE UM ENDO MARIDO": MENSAGEM DE NATAL E UM RECADO IMPORTANTE AOS ENDO CASAIS!

imagem cedida por Free Digital Photos


E hoje é Natal, dia de alegria! E logo quando acordei tinha este texto especial de Natal para os endo casais. Sabemos que apesar da mensagem de Cristo para o dia de hoje, ter a intrusa da endometriose num relacionamento não é tão fácil quanto a maioria pensa. Essa doença mexe tanto com a mulher, que as pessoas que não entendem da doença acham que estamos malucas, que somos bipolares, dentre muitos outros "achismos". Eu falo isso com propriedade porque eu também era assim: maluca, doida. Eu só percebi que toda aquela loucura, maluquice não era minha, que aquela não era eu, após minha abençoada cirurgia, em junho de 2012, quando finalmente fiquei livre das dores. É claro que aqueles que me julgaram não falaram nada, porque a ignorância do ser humano muitas vezes não deixa a pessoa te pedir desculpas, mas vi que muitas pessoas perceberam minha mudança. E cada dia que passa, eu estou mais "mudada", mudando para melhor. Como todo ser humano, a mudança é gradual, e é preciso ser assim para a gente mudar por completo. Uma das coisas que eu aprendi e estou aprendendo é ouvir mais e falar menos. Afinal, temos dois ouvidos e uma boca. Outra mudança que me propus a fazer é: respirar fundo, agir com o cérebro e não com a emoção quando escuto abobrinha das pessoas. Principalmente, quando falam besteira sobre nós, endo mulheres. 

Hoje, a nova Caroline evita discussão. Porque entreguei tudo para Deus. Gente, um dia Ele vai mostrar para cada um de nós, quem realmente é as pessoas. Então, porque eu tenho de provar algo? Não, mudei e estou mudando para melhor. Se até Jesus foi julgado, quem sou eu para não ser? Quem somos nós? Não é fácil fazer caridade, mas a generosidade está na criação de cada um de nós. E graças a Deus, eu posso me orgulhar da minha. Por isso, minhas queridas, eu sei que é difícil, porque a endo nos deixa com os nervos à flor da pele, e realmente, esta doença nos deixa piradinha, mas respire fundo, conta até dez e evite discussões para o vosso próprio bem.  O texto de Alexandre é especial de Natal e também especial para quem está brigado com o companheiro. Vamos ser felizes, independente, desta praga. Não deixem que a doença destrua os vossos relacionamentos. É isso que a endo quer! 

Continue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar


Mensagem de Natal para os endo casais 


Por Alexandre Vaz

Esse negócio de botar endo em tudo o que é palavra tá virando moda por conta deste blog. Por isso resolvi colocar no título, já que a coluna é direcionada. Não é que me agrade muito, mas fazer o quê? É o jeito que tem. Hoje vou abordar uma questão bem importante, as discussões entre o casal. Pode parecer meio estranho falar disso no dia de Natal, quando supostamente tudo é perdão, amor e alegria, mas todos nós sabemos que não é bem assim para todo o mundo a toda a hora.

Por natureza a quadra natalícia é uma pressão para que as coisas corram bem, sobretudo quando existem dificuldades no seio da família. Por vezes as pessoas querem desesperadamente que o Natal seja um dia bom, que tudo dê certo, acabam pressionando demais, e tudo acaba dando errado. O povo da casa acaba a noite numa tremenda discussão, todo o mundo chutando o pau do barraco e cada um acaba desejando que o Natal desse ano tivesse sido cancelado.

Esse texto de hoje inclui todos, mas é sobretudo dirigido aos que se encontram com o rosto enfiado nas mãos, perguntando pra Deus porque as coisas precisam ser assim. A resposta é que não precisa. Existe uma tendência de colocar a responsabilidade dos nossos atos em Deus, mas lá no fundinho sabemos que somos nós mesmos quem faz as ações. Nossa responsabilidade, nossa liberdade, nossa culpa inclusive. Mas com tudo isso vem uma coisa, o poder de agir como quisermos.

Quando estamos bem psicologicamente, é fácil perceber quando pinta um clima de discussão e a gente já se impõe ou então sai de fininho e deixa esfriar. Com a endo parece que todos os nossos sentidos estão em alerta, mas a gente não entende nada do que está acontecendo. E quando percebemos, está todo o mundo transformando a mobília em serradura numa baita zaragata. Depois que termina e vai cada um para seu canto lamber as feridas, não tem quem não se interrogue como foi que essa situação aconteceu. Aconteceu por dois motivos, fadiga emocional extrema e falha em reconhecer os sinais de que estava pintando uma discussão.

É bem complicado para quem vive com um quadro de endo por muito tempo (e a maioria das pessoas vive com endo por muitos anos) reconhecer que está navegando num braço de rio que acaba numa cachoeira bem grandona. Se não remar para a margem, vai acabar caindo e se quebrando todo lá em baixo.

Toda a rotinas do endo casal se altera muito, isso não é novidade. A vida sexualcai, e isso cria instabilidade emocional, tem as pressões social, familiar e profissional... tudo cobra um preço bem elevado. Mas tem pelo menos uma coisa que talvez seja controlável. Discipline seus horários de descanso. Durma tanto quanto puder, seu cérebro precisa de tréguas, seja amigo dele. É facílimo varar noites sem dormir por conta das preocupações. Por vezes as pessoas estão tão cansadas que nem conseguem dormir, quando dormem é caindo de exaustão. Dá pra imaginar o que isso faz com o seu emocional, né?

Pelo menos o descanso precisa ser mantido para que as pessoas não percam todas as suas defesas. Com isso, talvez fique mais fácil enxergar aquelas cachoeiras no rio em que você está navegando, a tempo de remar para a margem. Vai dar um pouco de trabalho carregar a canoa nas costas, mas pelo menos não se lascou inteiro. Logo depois da cachoeira, você coloca a canoa no rio de novo e segue sem esforço.

Não é apenas o descanso que faz falta. Certos rituais do casal são muito importantes, e a gente só percebe isso quando a vida fica difícil. Muitas vezes poderão ter escutado isso, e é a verdade: "Não deitem brigados. Resolvam as vossas diferenças antes de ir pra cama. Dormir brigado com a mulher é pior do que deitar sem janta. Se entendam, se beijem e durmam fazendo conchinha. É bem mais gostoso e ajuda a ir levando".

Num clima de discussões constantes quase que a gente começa a acreditar que o companheiro ou a companheira são o inimigo. O inimigo de vocês é a doença, não o cônjuge. Se amem, tenham manifestações de carinho, façam a manutenção do vosso relacionamento. Sejam felizes tanto quanto possível. Um casal que se encontrou, se gostou, e se mantêm junto através de uma doença dessas, isso é uma benção. Só pode ser amor

Em resumo, quando pintar um clima de discussão, cada um feche a matraca e vá para o seu canto esfriar a cabeça. Evitem se culpar pelo estado de nervos em que cada um se encontra, nem todos temos a mesma resistência emocional e psicológica. Decorem o vosso dia com manifestações de carinho e amor. Pequenos gestos como um beijo surgido do nada ou um abraço (atenção companheiros: elas valorizam muito os abraços, fiquem espertos) fazem milagres. Uma mulher agradecida é das coisas mais gostosas que tem. Só o olhar de felicidade delas vale qualquer sacrifício.

Meninas, peguem leve com os vossos homens. A coisa não é nada fácil pra gente. Vocês estão presas à situação, mas nós estamos por escolha. Por vezes precisamos voltar a ser crianças, explodir, ir ao boteco tomar umas com os amigos... é a nossa manutenção emocional. Nem que chegue em casa de porre uma vez por acaso, perdoe seu homem. A gente fica junto de vocês, entrega tudo o que tem. Sangue, coração, lágrimas, mas não somos de ferro. Nos ajudem a entender o que está acontecendo com vocês.

Ontem falei com minha esposa quando estávamos regressando à casa sobre esse mesmo tema. A gente atravessa a endo esperando a cirurgia, vive a situação, mas verdadeiramente, não entendemos o que está acontecendo. Vamos levando que nem zumbis, desligados da realidade. Mais tarde, se acompanharmos outros casais passando pelo mesmo, só aí vamos entender aos poucos o que aconteceu conosco. É como se tratasse de um lento despertar e vamos lembrando de pedaços de um sonho muito longo e confuso.

Feliz Natal para todos, procurem reforçar a vossa amizade e se puderem apoiem outros casais com endo. De dinheiro todo o mundo precisa, mas tem horas que ter com quem desabafar e que nos possa ajudar a entender o que está acontecendo é a maior riqueza desse mundo. Pratique essa caridade, ofereça um pouco do seu tempo e experiência ao próximo. É seu irmão aos olho
s de Deus. Abraço. 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL E UM 2014 REPLETO DE...!!!



O A Endometriose e Eu deseja a todos uma noite linda de Natal. Que todos possam se confraternizar nesta abençoada noite para refletir suas atitudes no ano que está acabando. Que todo o mal seja cortado pela raiz, toda inveja seja convertida em harmonia, em amor. Porque só o amor salva, só o amor vence. Se Jesus pregou o amor acima de todas as coisas, o nosso mestre dos mestres, porque  ser humano ainda insiste em pregar a desunião, a desarmonia e o desamor? Que nesta noite todos possam refletir a respeito de suas atitudes perante aos irmãos, porque nosso Pai não aprova isso!

Agradeço a Deus por ter feito nosso 2013 um ano incrível, como eu já previa um ano atrás. Agradeço a Deus a oportunidade de ter sido um instrumento seu em acalentar muitos corações despedaçados por conta da endometriose. Agradeço a Deus por ter-me enviado pessoas incríveis que me ajudaram a tornar um dos meus grandes sonhos em realidade: tornar o A Endometriose e Eu, o blog mais completo sobre endometriose do mundo. Obrigada Alexandre Vaz, que mesmo morando do outro lado do oceano, dedica a maior parte do seu dia em prol das mulheres com endometriose e seus companheiros. Sem você o blog não seria o sucesso que é! Por isso, agradeço a compreensão e o apoio de sua esposa, minha amada Susana V.. Obrigada Tatiana Furiate, outro presente e enviada de Deus neste ano. Seu carinho e sua sabedoria foram fundamentais para meu fortalecimento. Um muito obrigada Juliana Sinelli e Sérgio Sureira, presentes Divinos em minha vida. Tatiana e Juliana, suas colunas estão levando ainda mais fé e esperança às mulheres que descobrem ser portadoras desta doença. E obrigada a mais um endo marido que acaba de chegar, o Paulo Soares, da coluna Endo Social. E meu agradecimento especial à Monica Martins, a designer incrível e a melhor do mundo, que faz o blog ter este design maravilhoso. Afinal, bom gosto vem de berço e você pode dizer que foi agraciada com este dom de Deus. É um orgulho dizer que você foi a primeira voluntária do blog, mesmo não tendo endo, graças a você, o blog mudou sua roupa neste ano e está cada vez mais lindo. E agradeço a Deus por Ele ter deixado permanecer em minha vida a Rosimery Santos. E obrigada Deus pela parceria com as menins do Endometriose Brasil. E também agradeço a todos e a todas que me ajudam indiretamente, seja com orações, com palavras de fé, de esperança, de perseverança, e principalmente, plantando ainda mais amor em meu coração, mesmo nos momentos difíceis. Porque esse é meu principal ingrediente. Esse é um dos segredos do A Endometriose e Eu

Mais um ano acabando e meu coração está extremamente feliz com tudo que fizemos neste ano. O A Endometriose e Eu idealizou em 2013, o primeiro evento anual de conscientização do Brasil, o I Brasil na Conscientização da Endometriose, que, pela primeira vez na história do país, levou o Brasil para o calendário internacional de eventos de conscientização da doença. Em 2013 celebrei meu primeiro ano sem as dores fortes da endo. Assim como eu, muitas leitoras também estão comemorando esta boa-nova: viver sem dores. E o melhor presente de 2013 foi mesmo a Million Women March for Endometriosis, a Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose. Receber este convite foi mais que a realização de um sonho, foi realmente comprovar o alcance que o A Endometriose e Eu tem. Sempre falei que o blog salva vidas no mundo todo. É o poder da internet sem fronteiras. Obrigada a todos pelo carinho, em especial, às aquelas que aceitaram o desafio de liderar a marcha em seus estados. 2014 será apenas o primeiro ano de um movimento gigante que estaremos lançando no mundo todo. Que Papai Noel abençoe a todos, não só nesta noite, mas em todos os dias de vossas vidas. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

MAIS MODELOS EXCLUSIVOS DE CAMISETAS PARA CONSCIENTIZAÇÃO DA ENDOMETRIOSE!

Acaba de sair os últimos modelos do ano da linha de conscientização A Endometriose e Eu by Santa Graça STG. A bata Dani com estampa exclusiva de fitinhas e a Bata Marcele em algodão. Aliás, coincidência ou providência Divina, a cor da virada 2013/ 2014 é amarela! A cor amarela significa luz, alegria, calor, otimismo e descontração. A cor-símbolo da endometriose é o amarelo-ouro. O amarelo-ouro é também associado ao dourado, por isso, desenvolvemos estampas exclusivas nesta cor, com material especial. O amarelo-ouro (dourado) representa a riqueza, o ouro, o dinheiro e está associada ao luxo, à nobreza à inteligência. Tudo que nós precisamos para começar 2014 com o pé direito.

Abaixo, os últimos modelos de 2013. Quem preferir comprar diretamente comigo, é só enviar email com seu CEP para cotar o frete para endoshop7@gmail.com O frete no mês de dezembro continua com 40% de desconto. Quem preferir pagar com cartões, é só acessar a loja virtual do blog: http://aendoeeu.tanlup.com/  Veja a linha completa das camisetas que desenvolvemos para espalhar a conscientização da endometriose na seção Loja Virtual. Beijo carinhoso!!

Bata Marcele em algodão estampa exclusiva feita à mão -
ódigo: BTDF - cor off-white

Bata Dani estampa Fitinhas exclusiva digital -  tamanho U - 89,90 + frete
Código: BTDF - cor branco
OBS: Todos os modelos da linha de camisetas deste blog foram desenvolvidos especialmente por designers parceiros e confeccionadas exclusivamente pela Santa Graça STG para o A Endometriose e Eu. É proibido a cópia e ou reprodução das peças. Infração sujeita à pena de direitos autorais prevista por lei.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A HISTÓRIA DA PORTUGUESA SARA FERREIRA E SUA ENDOMETRIOSE NA CICATRIZ DA CESÁRIA!!

Sara em família: com o filho, Tiago, e o marido, Nuno - foto exclusiva para o blog

Já faz tempo que quero contar a história de alguma endo mulher que teve endometriose na cicatriz da cesária. Já contamos  história da Danielle Balbino, onde ela começou a ter dores de endo após sua cesária, mas certa vez, um médico disse num programa de tevê, o qual participei, que  era bem provável que ela já teria a doença antes de engravidar. Confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha. Pode ter sido, como pode não ter sido. O que sei é que é possível sim ter endo após a cesárea, pois quando o médico costura a cesárea e usa a mesma agulha do útero, pedaços do endométrio do útero é transferido para a cicatriz e pronto. E também é comum em cirurgias no útero, o médico sujar a luva com pedaços do endométrio, que se assemelha ao sangue, e se o médico não trocar a luva e fechar a barriga estando com a mesma luva pronto, mais um motivo para contaminar a cicatriz e daí surge mais um forma da endometriose: endometrioma na parede abdominal. 

Hoje, o A Endometriose e Eu conta mais um testemunho exclusivo: o da portuguesa Sara Ferreira, de 33 anos, da cidade de A-da-Beja/ Amadora, em Portugal. Estou para contar  a história de Sara e sua endometriose desde outubro, mas preferi esperar a cirurgia para saber do resultado da biópsia. Sara começou  a ter dores após o nascimento de seu filho, Tiago. Porém, apesar de insuportáveis, ela não buscou ajuda médica num primeiro momento. Como ela mesmo diz, deixou a saúde para além do segundo plano. Além do endometrioma na parede abdominal, ela se assustou quando descobriu que também tinha um nódulo n região reto septo-vaginal. Uma história que traz uma lição da própria Sara a todas nós, mas com um final extremamente feliz (eu adoro!) que vai inspirar milhares de mulheres

Quem quiser ter sua história publicada no blog é só escrever para carolinesalazar7@gmail.com e coloque o título "História das leitoras". É o blog mais completo do mundo e o único que retrata histórias de suas leitoras mundo afora. Leia também o testemunho da portuguesa Carla Cerqueira e o da americana Candice, que teve endometriose no pulmãoContinue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!! Beijo carinhoso! Caroline Salazar


“Olá, o meu nome é Sara Ferreira, sou portuguesa, tenho 33 anos e foi-me diagnosticada a endometriose em fevereiro de 2013. Cresci com minha irmã, nove anos mais velha do que eu, a ter dores muito fortes a época da menstruação. Recordo-me de a ver chorar, gritar e no chão do banheiro como se estivesse a sofrer a maior tortura da vida dela. Eu era muito novinha e aquilo apesar de assustador, eu ainda não compreendia muito bem o que era. Por isso, de certa forma, não me causou nenhum medo ou receio.

Quando ela tinha pouco mais de 22 anos começou a tomar pílula por indicação de sua médica ginecologista, mas infelizmente, descobriu da pior forma que nunca o deveria ter feito. Devido ao valor da proteína S livre, ao tomar a pilula aumenta a chance de ter uma trombose. E foi o que aconteceu com minha irmã. Felizmente está bem, teve um filho, mas já não conseguiu ter o segundo. Cada gravidez era uma possibilidade de trombose, teve dois abortos, e acabou recentemente por ter de retirar o útero.

Então, começa assim, a minha história. Menstruei pela primeira vez aos 12 anos e os meus dois únicos problemas eram: não poder tomar banho na praia na altura da menstruação e os pensos higiênicos (nota da editora: absorventes) que eram muito grossos, o que era um terror! Mas também na adolescência quando temos a nossa menstruação é como se tornássemos mais adultas em relação às nossas amigas, por isso até foi um momento muito engraçado da minha vida. Eu sempre tiveres dores no período, mas nada de especial. Dores ligeiras que amenizavam com um analgésico fraco. Sempre fiquei muito inchada, e na altura da menstruação, chego a ganhar 2 quilos a mais durante uma semana.

Notava apenas algum desconforto nas relações sexuais, mas que atenuava em alguns dos ciclos menstruais. Porém,  nada que me impedisse de ter uma vida sexual normal. Nunca tomei a pilula, fui pela primeira vez ao ginecologista aos 25 anos (eu sei que isso é um erro crasso!) mas também é com os erros que aprendemos.

Fiquei grávida. Começou logo como uma gravidez problemática, pois tive descolamento da placenta, o que me obrigou a ficar em repouso. Aos três meses abortei! Segundo a médica, não se poderia saber o motivo. Foi muito traumatizante, mas meses depois estava grávida de novo. Tive uma gravidez muito tranquila, exceto no último mês que estava sempre com a presão arterial muito alta.

O Tiago nasceu em 2007 e muito bem, mas foi após minha cesariana que tudo começou.Um ano depois de o Tiago nascer apareceu-me um pequeno caroço na área da cicatriz da cesariana. Entrei em pânico! Fui à ginecologista que me disse que com o antibiótico passava. A verdade é que atenuou, e com o tempo percebi que esse caroço aumentava durante o sangramento e depois ia diminuindo. Depois foram começando as dores a ir ao banheiro, mas mesmo assim sempre tudo muito leve. 

Mas o caroço na barriga foi crescendo e a dor aumentando. Há alturas em que a dor era tão forte e tão aguda que sentia que ia morrer. Parecia que algo em mim ia rebentar ou explodir e que eu ia morrer! Eu deixei de andar, pensei que aquilo com o tempo iria desaparecer. Eu tenho medo de cirurgias, de anestesias, e pior tenho sempre medo de ter uma doença terminal. Divorciei-me. Começou ai um período negro e complicado da minha vida. Um tempo de muita tristeza e solidão. Com pouco dinheiro, a tomar conta do meu menino com menos de 3 anos, a minha saúde passou de segundo para quarto ou quinto.

Sabia que durante a menstruação e a semana seguinte iria doer-me muito, mas habituei-me a essa dor. Isso desde 2008… vejam bem só 5 anos depois decidi perceber o que se passava comigo: em fevereiro de 2013. O meu filho doente e eu a trabalhar de casa em teletrabalho. Tive as piores dores da minha vida. Eu não andava, eu não respirava, eu não conseguia fazer nada!!! Eu só queria o meu canto, eu estava a sofrer tanto, mas tanto! É como se me espetassem uma faca na barriga, e depois andassem com ela às voltas lá dentro. Outras vezes parecia-me que tudo dentro de mim estava colado e se eu me mexia parecia que meus órgõs internos iriam rasgar dentro de mim!

O meu atual companheiro obrigou-me a ir ao médico e eu fui. O primeiro diagnóstico foi de uma hérnia. Depois de umas ecografias lá está…eu tinha endometriose! Endometriose profunda, com nódulos na região reto septo-vaginal e outro de 6 cm na costura da cesariana. Confesso que o nódulo reto septo-vaginal apanhou-me completamente de surpresa, porque eu pensava que só tinha aquele na barriga. E quando compreendi que podiam estar alojados noutros sítios…senti que a vida me escapava pelas mãos.

Corri para o computador e quis logo saber o que tinha. Foi através do blog A Endometriose e Eu, de sites e também do blog português Mulherendo que eu realmente percebi que aquilo que havia em mim, era mau, não tinha cura e que fazia-me sofrer muito. Há dias que não se conseguia andar, há pontadas de dor que nos deixam sem respirar, o inchaço abdominal é tão grande que a roupa deixa de servir e a barriga parece que vai explodir. A vontade de fazer xixi parece que nunca mais passa! A sensação é igual à do fim de gravidez. Depois vêm as infeções urinárias, e eu tenho tão pouca sorte que tive uma durante as minhas férias! A vida sexual passa a ser nula… e com o tempo eu percebi como fui deixando de ser aquilo que era para tentar compreender quem sou hoje e como serei. Infelizmente esta doença é uma incógnita.

Todos os meses tenho que explicar à minha mãe que a barriga me dói mesmo quando não estou com no período menstrual. Quando digo que ando cansada ouço comentários que ainda sou muito nova pra tal cansaço. E quando ouço: “Vais ser operada e ficarás boa”, eu penso que não tem cura. A vida muda, nós mudamos! Passei a acordar todos os dias e pensar, será que hoje vai doer?

Agora já fiz muitos exames complementares, é uma tortura grande, e eu continuo a preferir ter uma agenda cheia de atividades com a família e ginástica do que com exames e consultas médicas. Fiz Ressonância Magnética, colonoscopia, ecografias, é muita coisa que vai moendo o nosso pensamento e que também gera ansiedade e algum medo. Eu também tenho o mesmo problema da minha irmã. Não posso tomar a pilula, por isso menstruo todos os meses. Se tentar engravidar de novo posso ter uma trombose! Como pode correr tudo bem!

No dia 11 de outubro decorreu a minha cirurgia. Eu já sabia que devido ao nódulo que tinha na cicatriz da cesariana seria necessário colocar uma prótese de polipropileno e isso me levaria a ficar cinco dias internada. Fui internada no dia anterior da cirurgia, tive que fazer o preparo para limpar o intestino, que é muito difícil. Eu detestei! A minha cirurgia levou quase quatro horas e quando a doutora Filipa Osório me veio visitar disse-me que correu tudo bem, mas que o nódulo da barriga era enorme, tinha 7,5cm. Ela disse que era como uma laranja pequena e até me mostrou uma foto daquele monstro que durante anos me causou tanto sofrimento.

A minha barriga está um pouco disforme, mas a cueca (nota da editora: calcinha no Brasil) tapa. A prótese colocada foi porque ao retirar o nódulo, ficou um buraco enorme e isso deixaria espaço para qualquer outro órgão se alojar nesse lugar. Durante o primeiro dia teve que ser drenado o sangue, mas correu tudo bem e o dreno foi tirado ainda antes do dia da alta! No dia 18 de novembro foi a minha consulta do pós-operatório.

Estou feliz!!! A doutora disse que está tudo bem e só vai me quer ver daqui a 6 meses. Os nódulos eram todos endometriomas e aderências quase nenhumas. Resultado: uma batalha já está vencida, mas eu sinto que é só o começo da guerra. Se eu puder dar um conselho a todas que lerem este meu testemunho é: felicidades a todas e nunca deixem a vossa saúde para segundo plano. Dois meses depois da cirurgia encontro-me muito bem! Apenas com uma dor ligeira no dia da menstruação. Fora isso, a qualidade de vida foi recuperada a 99%. Faço exercício físico regularmente e estou muito mais atenta ao meu corpo ! Eu meu filho,Thiago, e meu marido, Nuno, estamos muito felizes e esta minha nova vida vai deixar-me realizar o sonho de  oficializar meu relacionamento com meu marido. Beijo com carinho, Sara Ferreira”.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": TUDO QUE UM CASAL PRECISA SABER SOBRE INFERTILIDADE!


Doutor Joji Ueno na palestra - Foto: Caroline Salazar/ A Endometriose e Eu

O que o casal precisa saber sobre a infertilidade antes de iniciar o tratamento?

Foi com este título que o doutor Joji Ueno iniciou sua palestra sobre infertilidade no Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo. O objetivo da palestra foi esclarecer as dúvidas do casal que procura tratamento para realizar o sonho de ter filhos. O mais importante, a meu ver, é encontrar um clínica séria e que seja comprometida em realizar o sonho do casal. Atendendo aos pedidos das leitoras, principalmente, as que moram fora de São Paulo, estive lá e sintetizo aqui alguns pontos abordados.

- Se a mulher já fez alguma cirurgia com corte na barriga, por exemplo, este simples fato que para nós pode não ser nada, pode ser o impedimento de a mulher ter dificuldades para engravidar. Por isso, eu sempre friso no blog, a importância de uma “boa cirurgia”;

- A qualidade e quantidade dos óvulos também têm a ver com as cirurgias anteriores que a mulher já realizou. Segundo o doutor Joji Ueno, mesmo naquelas cirurgias que não mexem diretamente nos ovários, ou seja, onde não há perda parcial e ou total deste órgão, invariavelmente, a mulher acaba perdendo parte dele, e consequentemente, há perda da reserva ovariana, como por exemplo, nas cirurgias de cisto de ovários.

- É muito importante  que a mulher realize o exame que verifica sua reserva ovariana chamado de dosagem do hormônio anti-mulleriano;

- Outro exame importante é a biópsia do endométrio, como a nossa querida leitora Giulia já cansou de falar em sua história (que ainda não acabou!). É este exame que verifica se o endométrio é receptivo ou não para implantar o embrião;

- Aderências na tuba, na trompa de Falópio, também é uma das causas da infertilidade feminina. As aderências são causadas, dentre outros fatores, por cirurgias anteriores, pela endometriose e alguma infecção adquirida;

- Neste caso os passos para solucionar o problema são: clínico, cirúrgico e depois, se a mulher não engravidar naturalmente no prazo estipulado, o correto é partir para a reprodução assistida;

- Se a mulher tiver algum problema no útero, como ferida e ou alguma infecção, não adianta que o embrião não vai se implantar. Nem mesmo na inseminação e ou fertilização in vitro. Por isso, é muito importante antes de iniciar o tratamento investigar o porquê de sua infertilidade;

- As mulheres que têm filhos acima dos 35 anos, tem 50% de chance a mais de ter um filho com alguma síndrome (confesso que fiquei chocada com esta informção).

- Endometrite – é a inflamação e ou infecção no endométrio e pode provocar abortos de repetição.

Endometriose:

- A doença que atinge cerca de 10 a 15% das mulheres que menstruam destorce a anatomia da mulher, mudando a trompa de lugar. Esse é um dos motivos pelos quais, mulheres com a doença podem ter dificuldades para engravidar;

- Endometrioma ou cisto de chocolate – este tipo de cisto tem substâncias tóxicas que causam infertilidade;

- Mioma – outra causa de infertilidade e mulheres negras e japonesas podem desenvolver mais miomas que as brancas (europeias);

- É preciso retirar os miomas da mulher que quer engravidar;

Infertilidade  em números:

- Cerca de 33% das mulheres são inférteis.

- de 20 a 29 anos – cerca de 10% das mulheres é infértil;
- de 30 a 39 anos – a porcentagem é de 25%;
- acima de 40 anos –  50% das mulheres são infeteis;
- 40% da infertilidade do casal são da mulher;
- Outras 40% do homem;
- E as outras 20% é do casal.

Infertilidade masculina:

- Reversão de vasectomia – quanto mais cedo revertê-la, maior a chance de o homem continuar fértil;
- Varicocele (veias dilatadas) é o que mais causa a infertilidade masculina e quando o sangue acumulado aquece a bolsa escrotal. Os espermatozoides são muito sensíveis.

Reprodução Assistida:

Já abordamos no blog, os tratamentos para infertilidade, mas vamos recordar em poucas palavras como é cada um deles:

- Inseminação artificial:

- É a colocação do espermatozoide na cavidade uterina da mulher. Escolhem-se os melhores espermas e os mais móveis, já que é preciso de eles percorrem o caminho para fecundar 0 óvulo;

-Se a mulher tiver algum problema na entrada do útero não é aconselhado este tipo de tratamento.

- Fertilização in vitro (FIV):

- Estimulação dos ovários, ou seja, a indução da ovulação com remédios;

- Monitorização da indução;

- Ovodoação - processo quando há interesse de a mulher doar seus óvulos às mulheres inférteis. É preciso sincronização da doadora de óvulos para receptora, e também, sincronizar o endométrio. Geralmente, quem doa tem seu tratamento (todo ou parte) pago pela receptora. Porém, elas não podem se conhecer. A doação é feita como anônimo, e como o próprio nome diz, é uma doação.

- Injeção Intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI):

- É uma técnica bem similar a FIV, e é indicada aos homens que têm pouco ou quase nenhum espermatozoide ou para aqueles que têm esperma com pouca mobilidade. Neste caso, o embriologista coloca o espermatozoide dentro da óvulo e não é o esperma que escolhe o óvulo;

Novas tecnologias:

- Filmar o embrião 24 horas por dia;

- Vitrificação e ou congelamento de óvulos – opção às mulheres que querem preservar sua fertilidade e adiar a maternidade com segurança;

Transferência de embriões:

- Até 35 anos: transferência de até 2 embriões;
- De 35 a 40 anos: 3 embriões são transferidos;
- acima de 40 anos: 4 embriões são colocados não útero da mulher.

Ciclo menstrual:

- O ciclo considerado fisiológico da mulher é aquele de 28 dias.
-Os de 20, 35 e 40 dias podem ser considerados anormais.

Embrião:

- Os embriões são classificados de A, B, C e D, sendo o A o de maior qualidade.
- Ao optar pela FIV há a possibilidade de o casal optar de fazer o exame de PGD. Este exame é um estudo genético do embrião e é permitido saber se há alguma alteração genética antes de implantá-lo. Este exame é mais indicado para casais inférteis com idade mais avançada.

O que acharam das informações? A próxima palestra promovida pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo será entre janeiro e fevereiro. E espero ver mais de vocês por lá. Este é mais um texto exclusivo do A Endometriose e Eu. Continue votando no A Endometriose e Eu no prêmio TopBlog Brasil 2013(clique aqui e dê seu voto) e compartilhe a votação entre seus amigos. O primeiro turno vai até 25 de janeiro. Conto com o voto de todos e a gentileza em compartilhar a votação entre seus amigos. E nisso, a Marcha Mundial contra a Endometriose, será muito importante. Inscreva-se e venha marchar conosco. Beijo carinhoso!! Beijo carinhoso!